Quase metade dos cinquenta roteadores de rede móvel estudados pelos engenheiros da MegaFon desde o ano passado apresentaram desempenho insatisfatório, informou a operadora. A empresa auxiliou os fabricantes a solucionar esses problemas para garantir uma experiência de usuário confortável para os assinantes.
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Os testes de laboratório examinaram principalmente dois aspectos: desempenho do sinal de rede e eficiência do compartilhamento de internet. A maioria dos dispositivos apresentou problemas típicos: 40% apresentaram problemas de estabilidade de conexão e 45% apresentaram problemas com o compartilhamento de internet. Desvios na taxa de dados garantida (GBR) foram registrados em 55% dos casos; 15% dos dispositivos apresentaram problemas com a precisão da medição da intensidade do sinal. Como resultado, as velocidades de conexão à rede da operadora foram maiores do que as da rede sem fio — por exemplo, quando a MegaFon garantia 150 Mbps, a rede Wi-Fi era mais lenta.
Problemas de largura de banda ocorreram em 72% das redes 3G e em 64% das redes 4G. 34% dos roteadores não ofereciam suporte a solicitações USSD, o que significa que não permitiam o gerenciamento de serviços usando esses comandos. 32% não suportavam o acesso a dispositivos individuais, mantendo o isolamento para outros (DMZ). 17% dos dispositivos não suportavam o encaminhamento de portas, o que significa que não era possível configurar o gerenciamento remoto, recurso por vezes necessário para a conexão com a nuvem. Vinte por cento dos dispositivos não possuíam opção de idioma russo em seus menus, 15% não exibiam o número do assinante na interface e outros 15% não permitiam a alteração das configurações de APN (nome do ponto de acesso).
A MegaFon ressaltou que os testes foram conduzidos em condições de laboratório. Isso significa que influências de terceiros, interferências ocultas e outros fatores foram excluídos. Apenas a não conformidade com os padrões de telefonia celular foi identificada para que os fabricantes fossem notificados.
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