Categorias: Espaço

Os instrumentos da Voyager 1 foram desligados para conservar energia, mas a jornada interestelar continua.

Em 17 de abril de 2026, os engenheiros da NASA desligaram um dos instrumentos científicos da sonda Voyager 1: o experimento de Partículas Carregadas de Baixa Energia (LECP). Os engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), no sul da Califórnia, tomaram a decisão para conservar a energia da fonte de energia nuclear da sonda.

Fonte da imagem: NASA

A Voyager 1, lançada em 1977 e em órbita há quase 49 anos, continua sendo o objeto feito pelo homem mais distante já alcançado pela humanidade e a primeira exploração do espaço interestelar. Ela cruzou a heliopausa — o limite convencional do Sistema Solar — em 2012. A sonda está agora a aproximadamente 24,5 bilhões de quilômetros da Terra. Leva cerca de 23 horas — quase um dia — para a luz e o sinal viajarem em cada sentido. São necessárias outras 24 horas para receber um sinal de retorno.

O desligamento de mais um instrumento foi uma medida necessária para estender a operação da sonda em meio à constante diminuição do fornecimento de energia. O instrumento LECP operou praticamente sem interrupção desde o lançamento da espaçonave, coletando dados únicos sobre partículas de baixa energia — íons, elétrons e raios cósmicos — provenientes tanto do Sistema Solar quanto de fontes galácticas. Ele permitiu o estudo da estrutura do meio interestelar além da heliosfera, revelando frentes de pressão e regiões com diferentes densidades de partículas. As sondas Voyager continuam sendo as únicas espaçonaves capazes de fornecer tais informações a partir de distâncias tão vastas, já que nenhuma outra sonda ultrapassou os limites onde o Sol não exerce influência decisiva sobre os fluxos de partículas.

A escolha deste instrumento específico para desativação não foi acidental: há alguns anos, as equipes de ciência e engenharia da NASA desenvolveram em conjunto um plano para a desativação sequencial de instrumentos, visando maximizar a vida útil das sondas e manter o alto valor científico da missão. Sete dos dez instrumentos inicialmente instalados em cada espaçonave já foram desativados. No caso da Voyager 1, o LECP tornou-se o instrumento mais importante para a desativação.Em seguida, um instrumento semelhante na Voyager 2 foi desligado em março de 2025. Isso garante que a equipe mantenha os sistemas mais críticos da sonda, incluindo as comunicações com a Terra e as medições básicas, em pleno funcionamento.

O desligamento do LECP permitirá que a Voyager 1 continue operando por mais alguns anos, mantendo seu status como a principal exploradora interestelar da humanidade. Embora um de seus instrumentos científicos deixe de transmitir dados, a missão manterá sua capacidade de estudar o espaço interestelar. Essa decisão ressalta o planejamento meticuloso que os engenheiros dedicaram aos geradores nucleares para estender a vida útil da espaçonave lançada há quase meio século.

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