Desde o outono passado, as autoridades holandesas vêm assumindo o controle da Nexperia, fornecedora de componentes semicondutores para a indústria automotiva, por meio de ordem judicial. No entanto, seus proprietários chineses não conseguem aceitar o prejuízo, que está prejudicando sua capacidade de conduzir os negócios, e por isso a empresa controladora Wingtech está agora buscando uma indenização de US$ 1,18 bilhão.

Fonte da imagem: Nexperia
Como observa a Reuters, o conflito entre a Wingtech, que continua sendo proprietária das principais instalações de produção da Nexperia na China, e a sede holandesa está efetivamente congelado desde o ano passado. As autoridades chinesas também intervieram na resolução. Elas concordaram em suspender as restrições à exportação dos produtos da Nexperia para fora da China em troca da desistência da parte holandesa de sua intenção de controlar totalmente os negócios, que pertencem à empresa chinesa Wingtech desde 2019.
Na semana passada, foi anunciado que um tribunal na província de Guangdong aceitou o processo da Wingtech contra a Nexperia e outros cinco réus, exigindo uma indenização de US$ 1,18 bilhão em perdas econômicas. Representantes da Nexperia afirmaram ter tomado conhecimento da declaração da Wingtech, mas também observaram que o tribunal chinês ainda não havia começado a analisar o caso. A parte holandesa expressou pesar pelas ações da Wingtech e continua incentivando a empresa a dialogar.
Em janeiro deste ano, a Wingtech já havia tentado obter uma indenização de US$ 8 bilhões por meio de arbitragem internacional. No ano passado, o prejuízo líquido da Wingtech mais que triplicou, chegando a US$ 1,28 bilhão. Representantes da Wingtech alegam que a lei antissanções da China permite que a empresa reivindique indenização por suas perdas. A autora da ação classifica as medidas do lado holandês como “medidas restritivas discriminatórias que causaram danos enormes e irreparáveis”.