O arquiteto de redes James Thain propôs um protocolo IPv8 e espera arrecadar fundos para criar uma plataforma de testes para demonstrar sua ideia. O protocolo não é uma alternativa ao IPv6, mas sim uma extensão do protocolo IPv4 já estabelecido, mantendo a compatibilidade com versões anteriores.

Fonte da imagem: Mario Verduzco / unsplash.com

Uma característica distintiva do IPv8 é sua nova solução: o Número de Sistema Autônomo (ASN), atribuído a operadores de rede. O formato de endereço IPv8 é “r.r.r.r.n.n.n”, onde “r” representa o ASN como um inteiro de 32 bits e “n” é um endereço IPv4 comum. Isso significa que cada operador de ASN recebe 2³² endereços, ou 4.294.967.269 por operador. Segundo o autor do projeto, isso é suficiente para qualquer organização, embora empresas particularmente grandes possam receber vários. Como resultado, o espaço de endereços IPv4 se expande para aproximadamente 30 trilhões (3 × 10¹³) de endereços únicos. O IPv6 possui menos de 340 undecilhões (3,4 x 10³⁸), mas isso é compensado pela ausência da necessidade de migração do IPv4.

Um endereço IPv8 com prefixo de roteamento zero é convertido em um endereço IPv4. Isso significa que a migração de IPv4 para IPv8 requer apenas que os servidores lidem com os “códigos de região”, enquanto o restante da pilha permanece o mesmo. Finalmente, todos os serviços para cada segmento de rede são fornecidos: atribuição de endereços (DHCP8), nomes de domínio (DNS8), sincronização de tempo (NTP8), coleta de telemetria (NetLog8), cache de dados de autenticação (OAuth8), validação de rotas (WHOIS8), controle de acesso (ACL8) e tradução IPv4/IPv8 (XLATE8).

O criador do projeto está tentando arrecadar US$ 100.000 para desenvolver software de código aberto, infraestrutura de pesquisa e teste, demonstrações e documentação que ajudarão a comprovar a viabilidade do protocolo IPv8.

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