Os desenvolvedores de robôs humanoides estão ansiosos para demonstrar progressos significativos em seu desenvolvimento, mas, nos bastidores, ainda existem problemas com a adaptação desses robôs à convivência com pessoas — um grupo diverso e altamente imprevisível. Antes que essa proximidade se torne a norma social, os criadores de robôs e seus softwares ainda têm muito a aprimorar.

Fonte da imagem: UBTech Robotics

Segundo o The Wall Street Journal, diversos vídeos circulam nas redes sociais mostrando exemplos desagradáveis ​​de robôs interagindo com humanos. Um vídeo mostra um robô humanoide dançando descontroladamente em um restaurante, enquanto outro mostra um robô chutando uma criança pequena durante uma apresentação na China. Os robôs, projetados para permanecerem constantemente próximos a humanos, estão se tornando maiores e mais pesados. Especialistas afirmam que até mesmo uma queda de energia devido a uma bateria de tração descarregada pode ter consequências desagradáveis ​​para as pessoas ao redor, já que um robô bípede pode ferir um adulto ou uma criança se cair.

Analistas do Morgan Stanley preveem que, até 2050, haverá 1 bilhão de robôs humanoides em uso no mundo todo, com o mercado do setor atingindo US$ 7,5 trilhões. À medida que os robôs migram da automação industrial para o uso doméstico, a indústria da robótica enfrenta um novo desafio: eles precisam aprender a operar em um ambiente mais imprevisível em comparação com os ambientes industriais estruturados, onde tudo é organizado de acordo com processos tecnológicos. O software para robôs domésticos dependerá de avaliações probabilísticas de determinados eventos, em vez de seguir estritamente algoritmos predefinidos. A inteligência artificial auxiliará os desenvolvedores de software nesse aspecto, mas exigirá um longo e cuidadoso aprimoramento. Medidas de segurança precisarão ser incorporadas desde o início, assim como os botões físicos externos.Isso pode ser alcançado por meio de parada forçada e circuitos de proteção. Além de câmeras e sensores diretamente no corpo do robô, dispositivos ao redor, com os quais o robô pode trocar informações, também podem ajudar.

Os desenvolvedores se esforçam para incorporar diversos recursos de segurança. A Neura Robotics, por exemplo, força seu robô humanoide a cair em caso de queda, minimizando o risco para outras pessoas. Alguns fabricantes de robôs abandonam o uso de pernas em favor de bases com rodas mais estáveis, principalmente porque estas permitem a instalação de uma bateria de tração maior. Um centro de gravidade baixo, por sua vez, evita quedas na maioria das situações. Alguns fabricantes limitam a força que seus robôs podem exercer. Embora ainda possam executar as tarefas necessárias, eles têm menos probabilidade de ferir uma pessoa.

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