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A empresa chinesa X Square Robot criou robôs para pequenas tarefas domésticas — eles podem recolher lixo e arranjar flores.

Na apresentação de hoje da startup X Square Robot em Pequim, robôs humanoides coletaram lixo lentamente e separaram meticulosamente buquês de flores. O evento foi modesto para os padrões de uma indústria que há anos exibe robôs capazes de correr, dar cambalhotas, lutar e dançar. Mas reflete uma mudança de percepção em curso: a integração de robôs nos ambientes mutáveis ​​e imprevisíveis do cotidiano.

Fonte da imagem: Reuters

De acordo com Wang Qian, CEO da X Square Robot, o hardware dos robôs humanoides atuais está “basicamente pronto, mas o cérebro ainda está atrasado”. Essa lacuna está se tornando cada vez mais evidente à medida que as empresas passam de demonstrações pré-programadas para implantações no mundo real.

Robôs humanoides chineses conseguem correr meias maratonas mais rápido do que atletas de elite, mas tarefas que parecem simples para a pessoa comum — como limpar um quarto bagunçado, carregar a lava-louças ou dobrar roupas — continuam sendo extremamente desafiadoras para essas máquinas. “Quando manipulamos objetos com as mãos, se cometermos um erro de apenas 0,1 milímetro, toda a tarefa pode falhar”, explicou Wang.

Para tarefas repetitivas como correr, um robô pode simplesmente aprender com um conjunto de dados relativamente simples. Para a gestão doméstica, onde cada tarefa é única, é necessária uma IA muito mais complexa. A X Square Robot afirma ter desenvolvido um modelo desse tipo para seu robô Wall-B e o treinou usando dados coletados de mais de 100 residências.

No mês passado, a X Square Robot firmou uma parceria com a plataforma de serviços chinesa 58.com, permitindo que usuários em Shenzhen contratassem um profissional de limpeza e um dos robôs de limpeza da empresa. Um turno de três horas custa 149 yuans (aproximadamente US$ 21,90). A empresa afirma que suas máquinas já atenderam mais de 50 residências. Embora os consumidores tenham reclamado do desempenho lento e desajeitado das máquinas, Wang enfatizou que o trabalho em residências reais permitirá que os robôs melhorem significativamente seu desempenho em breve.habilidades.

“Às vezes, ele pode colocar os chinelos na cozinha ou parar no meio do caminho para pensar”, admitiu Wang, acrescentando que, se o robô apresentar algum defeito ou não conseguir concluir uma tarefa, um funcionário da empresa intervirá remotamente. Wang acredita que, quando a tecnologia amadurecer e os robôs se tornarem assistentes domésticos confiáveis, o mercado potencial será enorme: “O trabalho doméstico representa aproximadamente 20% do PIB, então, teoricamente, é um mercado de 20% do PIB.”

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