A sonda InSight Mars da NASA tem dois a três meses restantes para operar em Marte, após o qual cairá gradualmente no sono eterno. A razão é banal – tanta poeira marciana se depositou nos painéis solares que a energia gerada não é mais suficiente para operar os sistemas de bordo da sonda. Até o final do verão, o dispositivo continuará a coletar dados científicos, após o que interromperá todas as atividades até o final do ano.

Fonte da imagem: NASA

Outro dia, em um briefing da NASA, foi afirmado que os painéis solares da sonda geram cerca de 10% da energia do valor original. Em princípio, a sonda cumpriu sua tarefa há muito tempo – estudar a estrutura do Planeta Vermelho pelo eco das ondas sísmicas. Graças a mais de 1300 casos de marsquakes registrados, foi possível esclarecer a imagem da estrutura interna de Marte com seu núcleo excessivamente alargado, manto fino e apenas uma placa tectônica.

Sobre o recurso de reserva, a sondagem durou mais dois anos além do planejado. Ele chegou a Marte em dezembro de 2018, onde deveria trabalhar 728 dias (709 sóis ou dias marcianos) no Vale Elísio. De fato, a sonda continuou coletando e coletando dados científicos até agora, dois anos após a conclusão do programa planejado, e até conseguiu registrar terremotos recordes – o último apenas algumas semanas atrás.

No entanto, também não foi sem falhas. O dispositivo auxiliar da sonda – uma broca com sensor de temperatura, que foi planejado para ser enterrado a três metros de profundidade nas entranhas de Marte, não conseguiu perfurar a rocha. O sensor forneceria informações sobre a dinâmica da estrutura interna de Marte, mas a perda é pequena, dizem os cientistas. Em geral, a sonda coletou informações importantes, que em grande parte ainda precisam ser processadas, que ajudarão em futuras missões geológicas a Vênus e às luas de Saturno e Júpiter.

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