A descentralização massiva das fontes de energia renováveis está se tornando um desafio para as redes elétricas convencionais, projetadas para transmitir energia de fontes únicas, como usinas termelétricas, hidrelétricas e nucleares. Compensar as constantes flutuações de potência e frequência está se tornando uma tarefa complexa, que a China precisa enfrentar em uma nova escala, transmitindo gigawatts de energia “verde” de uma ponta a outra do país. Mas existem soluções comprovadas. Elas só precisam ser ampliadas.

Fonte da imagem: Dongfang Electric Machinery
Em particular, na década de 1920, a GE Vernova desenvolveu um mecanismo de compensação chamado condensador síncrono para estabilizar a geração de energia em turbinas hidrelétricas. Esses condensadores são essencialmente geradores sem carga conectados em paralelo à rede de transmissão, suavizando picos de potência e frequência na rede e compensando a potência reativa, reduzindo assim as perdas. Engenheiros chineses aproveitaram essa solução e a aprimoraram, possibilitando a conexão direta às fontes de energia sem transformações intermediárias (transformadores).
Como resultado, a Dongfang Electric Machinery desenvolveu e testou com sucesso, em 10 de abril de 2026, o primeiro condensador síncrono de 35 kV do mundo com conexão direta à rede sem o uso de transformadores elevadores intermediários. Graças à conexão direta, o sistema reduz os custos de fabricação e operação do equipamento em 50%. Um potente motor síncrono cria a inércia necessária nas características da corrente transmitida, garantindo sua estabilidade em um design relativamente compacto. Cercado por uma dúzia de transformadores elevadores, o sistema pareceria muito maior.
É preciso reconhecer que a humanidade não fez muitos progressos na distribuição de eletricidade em cem anos. Isso se deve principalmente a mudanças quantitativas. Uma mudança qualitativa requer supercondutividade, e isso seria uma história completamente diferente.