\nJogado no PC\n\nDesenvolvedores independentes geralmente se inspiram nos mesmos jogos: aventuras clássicas como os antigos Zeldas, ou todos os tipos de roguelikes e metroidvanias de muitos anos atrás, ou qualquer outra coisa popular em uma época ou outra. Os criadores de Dark Scrolls seguiram um caminho diferente e tomaram como base projetos dos quais nem todos se lembrarão hoje. Eles foram inspirados em Ghosts ‘n Goblins e adicionaram elementos de rolagem automática à estrutura do jogo, à maneira de Gradius e outros jogos de ação antigos. A ideia é nova, mas a implementação deixa muito a desejar.\n\nTendo contado rapidamente a história de fundo (os heróis lutaram com um dragão de três cabeças, morreram e depois ressuscitaram de seus túmulos), os desenvolvedores nos jogam na vila inicial e se oferecem para escolher um dos três personagens: há um bárbaro com machados, alguém que parece um ladrão e um mago das trevas com uma túnica e um cajado. Pegamos qualquer um deles, corremos para o lado direito da aldeia e, chegando ao limite da tela, nos encontramos no primeiro local onde começa o jogo principal: a câmera se move de forma independente para os lados e precisamos superar obstáculos e derrotar adversários para coletar as moedas que caem deles e abrir o caminho.\n\n

\n\nEles nem inventaram nomes para os chefes, eles apenas chamaram cada um de CHEFE\n\nNão havia rolagem automática em Ghosts ‘n Goblins, mas por outro lado Dark Scrolls é muito semelhante a esse jogo: saltamos ativamente, às vezes abrimos baús com riquezas, desviamos de projéteis, destruímos monstros correndo, saltando e voando que podem aparecer de qualquer lugar a qualquer momento… Até mesmo alguns rastejam para fora do chão da mesma forma que os inimigos. A principal diferença é que Ghosts ‘n Goblins era terrivelmente difícil já no primeiro local, do qual muitos não conseguiam escapar (um clássico arcade), mas aqui a região inicial é bastante simples. Mas aí começam os problemas: há muitos inimigos, eles disparam ainda mais projéteis, há um grande número de armadilhas.\n\nA essência do jogo é que precisamos chegar ao final do local e derrotar o chefe lá, após o qual o acesso à próxima região será aberto e o círculo se repetirá lá. Os mapas são gerados aleatoriamente, por isso os percursos de obstáculos são sempre diferentes: às vezes é preciso saltar em plataformas para aceder aos baús, às vezes é preciso destruir pedras que o impedem de passar. Independentemente dos perigos que o aguardam na próxima corrida, as arenas permanecem inalteradas – às vezes o personagem fica trancado dentro de quatro paredes, forçando-o a lutar contra várias ondas de oponentes no tempo previsto. Se você não conseguiu derrotar todos, não importa, você ainda receberá um punhado de moedas. Se você tiver sucesso, um canhão aparecerá próximo (literalmente), permitindo que você pule a maior parte do local e voe rapidamente para mais perto do chefe.\n\n

\n\nÉ melhor não cair nos espinhos, claro.\n\nAs principais diferenças entre as corridas estão relacionadas aos personagens, que são controlados de forma diferente. O bárbaro não apenas lança machados, mas também pode “cair” em cima dos oponentes. Além disso, ele salta bem alto. Mas o mágico tem que usar truques como sacudir em diferentes direções – mas seus projéteis mágicos tornam um pouco mais fácil acertar os inimigos. À medida que avança, você descobre outros lutadores, e alguns bastante estranhos – há um cachorro que literalmente libera ondas sonoras com seus latidos, um chef jogando costeletas e até um rato tocando saxofone. Você encontra alguns heróis em locais cumprindo condições óbvias, e em outros você gasta dinheiro. Para ser mais preciso, uma quantia bastante grande de dinheiro.\n\nAqui reside uma das principais desvantagens do Dark Scrolls – ele tem muitas ações repetitivas com uma pequena quantidade de conteúdo. Alguns lutadores só serão desbloqueados depois de algumas horas: para um você precisa economizar muito dinheiro e jogá-lo constantemente no poço, para outro você tem que coletar cristais, que são distribuídos em uma colher de chá por hora no final de cada corrida, e assim por diante. Ao mesmo tempo, tanto dinheiro quanto cristais são necessários para outras coisas – com a ajuda deles você abre novos locais e desbloqueia todos os tipos de bônus. E é difícil escolher qual a melhor forma de gastar os fundos acumulados, principalmente quando o gato já chorou o suficiente desses fundos.\n\n

\n\nSuas moedas também interessam a personagens secundários como o ferreiro e o ogro, que abrem acesso a novas regiões\n\nEntão você terá que passar por Dark Scrolls muitas vezes e tentar chegar o mais longe possível, mas a jogabilidade aqui não é tão emocionante e variada a ponto de cativá-lo por muito tempo. Depois de visitar este ou aquele local apenas algumas vezes, você já verá tudo o que ele tem a oferecer, independentemente do personagem com quem for. Deixe as cartas serem geradas aleatoriamente, mas nada muda significativamente de corrida para corrida: moscas voadoras são igualmente irritantes, você ainda espera os peixes pularem da água antes de derrotá-los e assim por diante. E o comportamento dos chefes permanece sempre o mesmo – as táticas que você usou na primeira reunião continuarão a funcionar na segunda e na terceira.\n\nParece que os modificadores que você compra dos comerciantes em cada local com o dinheiro coletado dos monstros devem tornar a jogabilidade menos rotineira. Mas este sistema funciona de uma forma muito estranha. Ao derrotar um certo número de inimigos, você preenche uma escala de cinco estrelas e, ao atingir o número máximo, pode usar o seu “último” – alguém espalha projéteis que destroem todos os inimigos próximos, alguém cria um escudo ao seu redor. Você também desbloqueia habilidades passivas para um certo número de estrelas se as comprasse de um comerciante. Por exemplo, você pode atribuir aceleração de ataque a quatro estrelas e atear fogo no chão sob os pés do seu lutador a cinco estrelas. Mas assim que o número de suas estrelas aumentar ou diminuir (por exemplo, ao usar uma ult), os bônus não serão mais aplicados.\n\n

\n\nQuando você controla um bárbaro, surgem constantemente associações com Mario.\n\nEm um jogo com jogabilidade mais emocionante, provavelmente seria interessante entender essas mecânicas a fundo, mas Dark Scrolls não motiva você a fazer isso. Parte disso se deve à falta de explicações adequadas para qualquer coisa – não há telas de tutorial ou ajuda no jogo com qualquer informação. Entenda você mesmo os controles (que são impressionantemente inconvenientes ao brincar com o teclado), descubra por si mesmo a existência de paredes destrutíveis, mergulhe você mesmo no sistema de estrelas e habilidades passivas, pressionando botões aleatoriamente nas primeiras corridas. Mesmo as tarefas pop-up não deixam claro por que você precisa concluí-las, mas há muitos requisitos – para um bárbaro, por exemplo, você precisa “se jogar” em até cem monstros.\n\n***\n\nA Devolver Digital publica frequentemente jogos experimentais e incomuns, e Dark Scrolls também pode ser descrito desta forma. Mas conforme você joga, você se lembra repetidamente de outro lançamento recente – Ball x Pit. Também há muito “grind” e você também precisa repetir os níveis várias dezenas de vezes, mas a situação com variedade, mecânica, ideias interessantes e soluções legais de design de jogos é muito melhor – o modo de construção de assentamento por si só vale a pena. Em Dark Scrolls, há catastroficamente pouco entretenimento, e aqueles que existem ficam entediantes rapidamente. Parece que é improvável que patches e até atualizações de conteúdo consertem alguma coisa nele – então colocamos o jogo na pequena lista de lançamentos malsucedidos do Devolver.\n\nVantagens:\n\nDesvantagens:\n\nGráficos\n\nPixel art padrão: não há nada de ruim nisso, mas também nada de incomum. A aparência do jogo definitivamente não éserá lembrado.\n\nSom\n\nMúsica agradável no espírito dos antigos jogos de plataforma de ação da era NES e SNES. Mas há tanto “grind” no jogo que mais cedo ou mais tarde você ainda começará a ouvir algo de sua autoria. Se, claro, Dark Scrolls te cativa, o que não é garantido.\n\nSingle player\n\nO modo aventura, no qual você passa pelos mesmos locais repetidas vezes, é o único neste jogo. Ele oferece pouco conteúdo, mas se você tentar (e se gostar do jogo), poderá encontrar motivos para passar várias noites nele.\n\nTempo estimado de conclusão\n\nA corrida completa do primeiro ao último local leva cerca de duas horas, mas é improvável que isso aconteça rapidamente, e o jogo não termina aí – você ainda precisa abrir todos os personagens e completar todas as missões.\n\nJogo coletivo\n\nVocê pode jogar o jogo com um amigo – tanto localmente quanto através do Internet. Somente vocês irão colidir constantemente um com o outro, o que é um pouco irritante quando a tela está cheia de armadilhas e projéteis inimigos, e a câmera está constantemente se movendo para o lado.\n\nImpressão geral\n\nNão é uma tentativa completamente inútil de modernizar Ghosts ‘n Goblins, que parecia ter sido apressado para ser lançado rapidamente. Há pouco conteúdo, nenhum treinamento e, em geral, há roguelikes e plataformas muito mais originais e divertidos, dos quais você pode obter muito mais prazer.\n\nClassificação: 5,0/10\n\nMais sobre o sistema de classificação\n\nVídeo:\n\nVÍDEO\n\nLinks relacionados:\n\nSe você notar um erro, destaque-o com o mouse e pressione CTRL+ENTER.\n