O carro elétrico Ferrari Luce, desenvolvido com a ajuda do designer Jony Ive, provocou uma reação pública sem precedentes. O veículo, que custa € 550.000, foi ridicularizado nas redes sociais e as ações da empresa despencaram 8%.

Fonte da imagem: redes sociais
Com o lançamento do carro elétrico Luce, a icônica marca italiana deu uma guinada em sua filosofia tradicional — parecia trocar o ronco de um motor V12 por baterias e uma aparência minimalista. O ex-diretor de design da Apple, Jony Ive, esteve envolvido no projeto. A primeira crítica direcionada à Ferrari foi a adoção da “estética da Apple”; alguns chegaram a sugerir, em tom de brincadeira ou a sério, que Ive havia se inspirado no design do projeto de carro elétrico da Apple, hoje extinto. Outra crítica foi a comparação do Luce com o infame Magic Mouse da Apple, que também foi amplamente ridicularizada.
Alguns questionaram a decisão da Ferrari de instalar porta-copos no interior do carro — embora convenientes, pareciam mais uma profanação do estilo esportivo pelo qual a marca é conhecida. A aparência do Luce foi comparada à do Nissan Leaf, questionando se o design era apropriado para um preço quase vinte vezes maior que o de carros elétricos de entrada. A tela giratória no centro do painel foi comparada a um porta-papel higiênico.
A reação pública brutal rapidamente se espalhou pelos mercados financeiros, causando ondas de choque em Wall Street e na bolsa de valores italiana – as ações da Ferrari despencaram quase 8% após o anúncio do Luce. Nem mesmo Luca di Montezemolo, ex-presidente da empresa, conseguiu conter sua decepção: “Se eu dissesse o que realmente penso, estaria prejudicando a Ferrari. Corremos o risco de destruir o mito. É uma pena. Espero que ao menos removam o emblema do Cavallino Rampante deste carro.”
Para os investidores, o problema não era o carro em si, mas a dúvida de que a Ferrari conseguiria manter sua marca na era dos veículos elétricos – os altos custos de pesquisa e desenvolvimento poderiam comprometer sua capacidade de se manter competitiva.não trazer clientes.