O relatório anual da BYD sugere que a maior fabricante mundial de veículos elétricos enfrenta diversos desafios, embora seja cedo para falar em crise. O lucro líquido caiu pela primeira vez no ano passado. Além disso, a empresa foi obrigada a demitir 10% de seus funcionários para reduzir custos.
Fonte da imagem: BYD
Como relata o CarNewsChina, citando fontes chinesas, a força de trabalho da BYD diminuiu em quase 100.000 pessoas, chegando a 870.000 no ano passado. Isso representa uma redução de aproximadamente 10% no quadro de funcionários da empresa em relação ao ano anterior. A BYD atribui essas medidas à reestruturação em andamento, à melhoria da eficiência operacional e à redução de custos, mas não menciona uma queda na demanda. Diante da forte concorrência no mercado chinês de veículos elétricos, a BYD é obrigada a reduzir custos, apesar de já ser líder de mercado com negócios verticalmente integrados que permitem baixos custos e altos volumes de produção.
Dos 4,6 milhões de veículos elétricos e híbridos entregues pela BYD no ano passado, aproximadamente 1,05 milhão foram exportados para fora da China. Esta é a primeira vez que o volume de exportação da marca ultrapassa 1 milhão de veículos. Para este ano, a BYD pretende exportar 1,5 milhão de veículos. Uma queda de 19% na receita líquida não obrigou a BYD a cortar os gastos com pesquisa e desenvolvimento, que permaneceram em US$ 92 bilhões. Fevereiro foi marcado por uma queda de 41% nas vendas no mercado chinês de veículos elétricos e híbridos como um todo, mas é importante considerar o impacto do feriado do Ano Novo Chinês, período em que a atividade comercial diminui.
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