Pesquisadores do McAfee Labs descobriram uma campanha de hackers em larga escala direcionada a fãs do popular jogo sandbox baseado em blocos, Minecraft. Os atacantes aprenderam a distribuir o malware WeedHack sob o disfarce de modificações gratuitas e como parte de clientes alternativos do jogo.

Fonte da imagem: McAfee Labs

Desde o início de 2026, especialistas em cibersegurança registraram mais de 116.000 ataques bem-sucedidos a sistemas, com duas a três mil novas vítimas caindo na armadilha todos os dias. O principal perigo dessa ferramenta de hacking reside em seu custo incrivelmente baixo e facilidade de uso.

Os criadores do WeedHack transformaram seu produto em um serviço legítimo por assinatura, com um painel de controle intuitivo. Um conjunto básico de scripts está disponível gratuitamente para qualquer usuário do Discord, e os desenvolvedores oferecem um plano premium por apenas cinco dólares. Por essa quantia modesta, os compradores podem roubar senhas remotamente, ler arquivos pessoais e ativar secretamente a webcam de um dispositivo infectado.

É importante ressaltar que essa baixa barreira de entrada atraiu um grande número de estudantes do ensino fundamental e médio para a plataforma. Ao analisar o canal do Telegram dos criadores do vírus, pesquisadores notaram uma tendência preocupante: jovens estão usando esse software de hacking em massa não para roubar dados bancários, mas para intimidar seus colegas. Os jovens agressores gravavam vídeos de outros jogadores sem permissão usando suas próprias webcams, exibiam esses vídeos em chats públicos como se fossem troféus e chantageavam abertamente suas vítimas rastreando sua localização em tempo real.

Até o momento, a administração do aplicativo já removeu o principal grupo de infratores, que era composto por aproximadamente 850 pessoas.

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