\nA Europa foi atingida por diversas ondas de calor anormalmente elevado neste verão. Isso causa muitos problemas, inclusive com a eletrônica, que também começa a superaquecer. Na tentativa de manter seus gadgets refrigerados, alguns britânicos começaram a colocá-los em geladeiras, dispensando assim o trabalho em oficinas, escreve o TechSpot.\n\n

\n\nFonte da imagem: techspot.com\n\nO proprietário de uma das oficinas, Jamie Farnell, disse à mídia britânica sobre a natureza generalizada de tais ações: quando fica quente lá fora, as pessoas colocam dispositivos eletrônicos na geladeira e os dispositivos falham, ficando danificados devido à formação de condensação dentro do gabinete. Em um caso, um cliente trouxe um iPad da Apple com uma bateria inchada, que explodiu na oficina devido ao calor.\n\nQuando um gadget exibe uma mensagem sobre superaquecimento ou mostra sinais óbvios de superaquecimento, parece lógico para um usuário não técnico colocá-lo na geladeira ou até mesmo no freezer. Essa prática se popularizou ainda mais depois que vídeos começaram a ser publicados nas redes sociais, alegando ser uma solução simples e razoável. Na realidade, esta é uma jogada arriscada. É uma questão de condensação. Quando um dispositivo aquecido entra em uma geladeira ou freezer, o ar ao redor dele e dentro da caixa é resfriado drasticamente; a temperatura cai abaixo do ponto de orvalho e o vapor de água começa a condensar na superfície do dispositivo, nas portas, nas aberturas dos alto-falantes e até mesmo no interior do gabinete.\n\nQuando um smartphone frio é removido, o risco só aumenta: o ar quente da sala entra em contato com o dispositivo frio e a condensação continua – assim como a umidade se forma em pratos com bebidas frias. A umidade dentro do gabinete pode causar sérios problemas, desde corrosão até curtos-circuitos. Também existem riscos associados ao choque térmico: uma mudança brusca de temperatura pode danificar o ecrã, o vidro, as vedações, os componentes adesivos e internos, e a resistênciao frio danifica a bateria.\n\nEntão, tecnicamente, o dispositivo esfria, mas os efeitos colaterais podem quebrá-lo. Essa prática lembra outro mito comum de que você pode secar um aparelho que fica preso na água com arroz. Era especialmente popular quando os dispositivos móveis não eram à prova d’água e vinham com baterias removíveis. Na verdade, o arroz não absorve bem a umidade dos espaços internos vedados, e o pó e o amido do arroz podem entrar nas portas e nos alto-falantes. A Apple e a Samsung recomendam manter os dispositivos resfriados naturalmente, em uma área fresca e com sombra, e não colocá-los na geladeira ou no freezer.\n