O núcleo da funcionalidade do Windows 11 continua sendo a API Win32, comprovada não por anos, mas por décadas. Suas raízes remontam ao Windows 95, cujos desenvolvedores sonhavam com carros voadores e estações lunares em 2026.

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O veterano da Microsoft, Mark Russinovich, explicou as verdadeiras raízes do Windows 11. “Alguém na década de 1990 esperava que o Win32 continuasse sendo uma API de primeira classe em 2026? Posso afirmar com segurança: não. Ninguém esperaria isso, porque sonhávamos com carros voadores e sondas lunares até 2026. Não com o Win32, que foi desenvolvido na época do Windows 95”, disse ele.
O Win32 é um conjunto de funções ou chamadas incluídas no Windows que softwares de terceiros podem usar para interagir com o sistema operacional. Quando um programa precisa exibir uma janela na tela, ler um arquivo, lidar com um clique do mouse, exibir texto ou responder a uma tecla pressionada no teclado, o desenvolvedor não precisa incluir código para executar essas tarefas. Ele chama funções Win32 pré-escritas como “CreateWindow()”, “ReadFile()” e “GetCursorPos()” — todas datando do Windows 95.
A Microsoft tentou abandonar o Win32. Com o Windows 8, foi lançada uma nova API WinRT, que a interface do usuário do sistema acessava — presumia-se que os “quadrados” permaneceriam por muito tempo. Mas o Windows 8 não foi um sucesso estrondoso e, com o Windows 10, a empresa retornou em grande parte ao Win32. O WinRT absorveu quase completamente a Plataforma Universal do Windows para o Windows 10, que mais tarde foi renomeada para SDK de Aplicativos do Windows e WinUI 3. Mas a maioria dos programas ainda acessa o Win32.