A DAMO Academy, braço de pesquisa e desenvolvimento da Alibaba, lançou o Google Android 16 para processadores da série XuanTie 9, que são baseados na arquitetura de código aberto RISC-V.

Fonte da imagem: Denny Müller / unsplash.com

A gigante do e-commerce não especificou qual processador foi lançado com sucesso no Android 16, o que é significativo, pois a linha Série 9 da XuanTie inclui uma ampla gama de chips, desde modelos de baixo custo até modelos para servidores. A DAMO compartilhou os resultados do trabalho com o “primeiro grupo de clientes estratégicos da XuanTie” para usar o projeto a fim de “acelerar a exploração de novos casos de uso para terminais inteligentes baseados em RISC-V e reduzir significativamente o ciclo de protótipo ao lançamento”.

O significado preciso de “terminais inteligentes” não ficou claro, mas o Android pode ser usado em uma ampla gama de dispositivos, incluindo smartphones, sinalização digital, PCs e até mesmo equipamentos industriais. “Clientes estratégicos” obviamente se refere a fabricantes que atualmente usam processadores Qualcomm ou MediaTek, enquanto Pequim já definiu um caminho para a autossuficiência tecnológica. A Huawei, por exemplo, abandonou completamente o Android e está executando seu próprio sistema operacional, o Harmony OS, em seus próprios chips para evitar a dependência dos EUA.

A DAMO Academy conseguiu se antecipar ao projeto RISC-V Software Ecosystem (RISE), do qual faz parte. Este projeto visa viabilizar a execução de softwares críticos em processadores RISC-V; caso contrário, não faria sentido desenvolver chips baseados nessa arquitetura. Além da Huawei e do Alibaba, a gigante chinesa da internet Baidu está desenvolvendo seus próprios processadores; a Lenovo inclusive possui uma divisão, a Kaitian, que fabrica produtos baseados em processadores chineses.

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