Um dos aspectos mais controversos do Steam Machine foi a afirmação da Valve de que o PC suportava “jogos em 4K a 60 quadros por segundo com FSR”. Isso foi amplamente confirmado, mas com uma ressalva importante: você precisa se contentar com as configurações mínimas. Portanto, o fabricante mudou a redação para “jogos em resoluções de até 4K com FSR 4.1”.

Fonte da imagem: steampowered.com

O PC gamer compacto enfrentou críticas por diversos motivos: seu preço elevado, limitações de hardware e as alegações da Valve de suporte a 4K/60fps. Como resultado, a fabricante mudou sua linguagem de marketing para FSR 4.1, confirmando publicamente, pela primeira vez, o suporte à mais recente tecnologia de upscaling. De fato, ela melhora os detalhes e a nitidez, embora não no mesmo nível do Nvidia DLSS.

A escolha da expressão “até 4K” torna a alegação mais convincente. A necessidade de reduzir as configurações gráficas dos jogos ao mínimo para atingir o desempenho anunciado de 4K/60fps resultou em baixa qualidade de imagem, e alguns jogos, incluindo Death Stranding 2, nunca alcançaram 60 fps em resolução 4K. Não está claro por que a Valve esperou até o lançamento do Steam Machine para adotar uma formulação mais honesta — a empresa claramente previu a enxurrada de críticas.

A Valve não foi a única a fazer alegações exageradas sobre seus produtos. Quando o PlayStation 5 da Sony foi lançado em 2020, sua caixa trazia um logotipo 8K, mas o único título que suportava renderização nativa a 60 quadros por segundo era o jogo Minecraft The Touryst. O logotipo 8K desapareceu das caixas do PS5 em junho de 2024.

A Valve também foi criticada pelo alto preço do Steam Machine — de US$ 1.049 para o modelo de 512 GB a US$ 1.349 para a versão de 2 TB. Alguns argumentam que a empresa deveria ter mantido o preço abaixo de quatro dígitos ou tornado o PC mais potente.

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