Um aplicativo de verificação de idade para plataformas online destinado a usuários europeus está pronto e entrará em funcionamento em breve, anunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Ele ajudará os países da região a restringir o acesso de menores às redes sociais.

Fonte da imagem: ALEXANDRE LALLEMAND / unsplash.com

A Austrália foi o primeiro país do mundo a proibir o acesso de menores às redes sociais, servindo de exemplo para outros países. Agora, um após o outro, países europeus estão considerando restrições semelhantes. Essas iniciativas são impulsionadas por preocupações com o impacto das redes sociais na saúde e segurança dos menores. O aplicativo funcionará em dispositivos móveis e computadores; para verificar anonimamente a idade, os usuários precisarão enviar uma cópia do passaporte ou documento de identidade.

Pelo menos uma dúzia de países, incluindo países não pertencentes à UE, como o Reino Unido e a Noruega, já aprovaram ou estão considerando aprovar leis que estabelecem idades mínimas para que os cidadãos acessem as redes sociais — geralmente entre 13 e 16 anos. A UE planeja criar um mecanismo de coordenação unificado para garantir a implementação de medidas de verificação de idade em diversos sistemas nacionais, afirmou Henna Virkkunen, Comissária Europeia para Tecnologias Digitais e Avançadas.

Controlar o acesso de menores a conteúdo online restrito é um desafio técnico. Por exemplo, na Austrália, desde a implementação da proibição do acesso de menores às redes sociais, houve um aumento acentuado na procura por serviços de VPN. A Comissão Europeia reconheceu que o sistema de verificação de idade da UE também pode ser contornado com o uso de VPNs, mas enfatizou que a iniciativa não visa controlar as atividades online das pessoas. Uma lei pan-europeia que regule o acesso de menores às redes sociais ainda não foi adotada, mas o Parlamento Europeu a aprovou em novembro.Uma resolução que apela a todos os países membros para que limitem o acesso às redes sociais a uma idade mínima de 16 anos. A decisão final sobre esta questão será tomada após um grupo de trabalho especial apresentar as suas recomendações neste verão.

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