Em 2019, as autoridades dos EUA começaram a reprimir a crescente influência da Huawei Technologies, da China, inclusive proibindo o uso de seus equipamentos de telecomunicações na infraestrutura nacional. As autoridades da UE, embora inicialmente tenham limitado seus esforços a recomendações pertinentes, retomaram a antiga ideia, buscando impor uma proibição a esses equipamentos nos países da UE.
Fonte da imagem: Huawei Technologies
Pelo menos, essa é a iniciativa promovida pela vice-presidente da Comissão Europeia, Henna Virkkunen, segundo a Bloomberg. Consultas já estão em andamento e, se aprovadas, as recomendações de 2020 se tornarão exigências legais para os países da UE. A proposta de remoção de equipamentos das empresas chinesas Huawei e ZTE da infraestrutura nacional de telecomunicações é apresentada como uma questão de segurança da informação. Os Estados-membros da UE que não cumprirem a nova exigência poderão ser multados.
A proibição também se aplicará à infraestrutura de redes fixas, não apenas às redes móveis. As autoridades da UE pretendem influenciar países não pertencentes à UE manipulando subsídios previamente concedidos a eles para diversos projetos e para a compra de equipamentos de telecomunicações. O uso de fundos regionais para a compra de equipamentos da Huawei será proibido.
Na Europa, a abordagem geral em relação ao uso desses equipamentos varia de país para país. Na Suécia e no Reino Unido, por exemplo, o uso de equipamentos chineses em redes de comunicação foi proibido há vários anos, enquanto a Espanha e a Grécia não veem problema algum. As operadoras de telecomunicações são, em sua maioria, contrárias a essas medidas, alegando que os equipamentos da Huawei são não apenas mais baratos, mas também mais avançados do que os seus equivalentes ocidentais. Os autores da nova iniciativa acreditam que a presença de equipamentos chineses na infraestrutura de alguns países da UE ameaça a segurança de todo o bloco.De um modo geral, as autoridades chinesas tentaram proteger os interesses da Huawei e da ZTE, pelo que os esforços dos países europeus para se livrarem desses equipamentos foram recebidos com contramedidas chinesas. Isto, aliado aos elevados custos das atualizações de rede, dissuadiu muitos países da UE. Na própria China, os equipamentos de fabrico ocidental também estão a ser removidos das redes nacionais de comunicações por iniciativa do governo.
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