A TP-Link garantiu às autoridades americanas que, por ser uma empresa americana, seus roteadores não seriam proibidos nos EUA.

Há um mês, as autoridades americanas proibiram a importação de todos os novos modelos de roteadores fabricados no exterior, considerando-os uma ameaça à segurança nacional. Algumas empresas conseguiram isenções para seus produtos da lista negra. A TP-Link tentou o mesmo: representantes da TP-Link realizaram duas reuniões com a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA, onde reafirmaram a origem americana de seus produtos.

Na última quinta-feira, 16 de abril, a TP-Link e a FCC (Comissão Federal de Comunicações dos EUA) se reuniram para discutir seu pedido de isenção da proibição de venda de roteadores fabricados no exterior nos Estados Unidos. A empresa buscava uma “aprovação condicional”, semelhante à concedida à Netgear e à Adtran por 18 meses. Os advogados e consultores da TP-Link conversaram com as representantes da FCC, Olivia Trusty e Anna Gomez. Em ambas as reuniões, a TP-Link anunciou sua intenção de solicitar a aprovação condicional para seus roteadores para o consumidor e explicou a importância de manter a inovação, a concorrência e a liberdade de escolha do consumidor no mercado de roteadores. A empresa também enfatizou que não é apenas uma das principais fornecedoras de roteadores Wi-Fi, mas também “uma empresa americana com sede em Irvine, Califórnia”.

A TP-Link foi fundada em 1996 em Shenzhen, China. Em 2022, sua subsidiária americana iniciou um processo de separação de dois anos. O site americano da fabricante destaca a ausência de vínculos da empresa com a China. Além disso, “as entidades americanas detêm e operam os negócios globais da TP-Link. O fundador e CEO da empresa, Jeffrey Chao, é proprietário juntamente com sua esposa, e ambos residem em Irvine.” Para obter a aprovação, a empresa terá que divulgar integralmente sua estrutura de propriedade, seus mecanismos de apoio governamental estrangeiro e a nacionalidade de seus executivos. Chao, cidadão chinês, busca residência permanente nos Estados Unidos por meio do programa “Gold Card” de Donald Trump, baseado em um pagamento de US$ 1 milhão.

Outra condição éApresente um “plano detalhado e com prazos definidos para estabelecer ou expandir a produção nos Estados Unidos”. O fabricante será obrigado a divulgar o país de origem de todos os componentes dos futuros modelos de roteadores que pretende vender nos EUA. A segurança é um obstáculo potencial — os equipamentos da TP-Link são, por vezes, alvo de ataques cibernéticos e utilizados em campanhas de hackers. Em resposta, a empresa emitiu um alerta, aconselhando os clientes afetados a substituir seus equipamentos ou, se possível, atualizar o firmware dos equipamentos existentes.

Por enquanto, a TP-Link e outras grandes marcas ainda podem vender os modelos existentes nos EUA, mas só poderão fornecer atualizações de firmware até 1º de março de 2027. A FCC promete alterar a política, mas, caso contrário, essas empresas perderão a capacidade de fornecer atualizações de segurança para seus produtos.

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