Microsoft agora permite que OpenAI use serviços em nuvem de concorrentes

A OpenAI anunciou esta semana uma joint venture com SoftBank e Oracle que investirá US$ 500 bilhões para construir novos data centers nos EUA focados no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial. Este acordo levou o principal investidor da OpenAI, a Microsoft, a flexibilizar o acordo entre as empresas, que obrigava a primeira a utilizar a infraestrutura em nuvem da segunda.

Fonte da imagem: Unsplash, BolíviaInteligente

Desde 2019 está em vigor um acordo entre OpenAI e Microsoft, segundo o qual esta última tinha o direito exclusivo de construir novos data centers para a startup que criou o ChatGPT. Revelado esta semana com a participação de Donald Trump, o projeto Stargate implica que a OpenAI terá controle operacional sobre a iniciativa de construção de data centers nos Estados Unidos. A iniciativa permitirá convocar conselho de administração e CEO próprios, além do SoftBank e Oracle, o Stargate também será financiado por representantes dos Emirados Árabes Unidos representados pela MGX.

A Microsoft, juntamente com a Nvidia e a Arm, desempenharão o papel de parceiros tecnológicos, mas não controlarão nenhum ativo na estrutura Stargate, ao contrário da OpenAI. O presidente do conselho de administração da Stargate será Masayoshi Son, que dirige o SoftBank. Conforme observado, a Microsoft retém o direito exclusivo de fornecer aos clientes acesso à API OpenAI, portanto a redistribuição das fontes de receita em favor da Oracle não será tão perceptível. As principais disposições do contrato da Microsoft com a OpenAI permanecem em vigor até 2030, com esta última a confirmar recentemente planos para utilizar grandes partes da infraestrutura do Azure para treinar os seus modelos de linguagem. A Microsoft agora pode se recusar formalmente a participar do fornecimento de poder computacional adicional à OpenAI e, depois disso, a startup poderá recorrer aos concorrentes. A OpenAI também pode desenvolver recursos computacionais por conta própria, sem depender da Microsoft.

No contexto destes acontecimentos, voltou a emergir das sombras Elon Musk, que, num discurso ao poder judiciário, afirmou que o interesse da Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) no investimento de 13 mil milhões de dólares da Microsoft na OpenAI prova a não competitividade natureza desses acordos. Musk está tentando na Justiça bloquear a reestruturação da OpenAI, o que permitiria a comercialização total da startup, e viu provas de seu acerto nas ações da FTC. A próxima audiência do caso está marcada para 4 de fevereiro. Elon Musk, que lançou a sua própria startup xAI, vê a OpenAI como um concorrente, pelo que é compreensível o seu interesse em regular a atividade desta empresa.

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