Alguns analistas de ações disseram ontem que não havia sentido em ler o comunicado de imprensa da Intel sobre os relatórios trimestrais além da quarta linha, que falava do atraso no desenvolvimento da tecnologia de 7 nm. A Apple anunciou no mês passado que abandonará os processadores Intel inteiramente em dois anos. Agora fica claro quais problemas do parceiro mais confundiram a Apple.
Fonte da imagem: Bloomberg
Com toda a repentina notícia sobre o status do desenvolvimento do processo técnico de 7 nm para o público em geral, a Intel não revelou os problemas correspondentes ontem, de modo que os clientes da gigante dos processadores podem estar cientes deles com antecedência. No caso da Apple, o atraso na mudança para 7 nm pode ser o último, mas não o único. Por meses, a Intel não conseguiu enviar quantidades suficientes de processadores clientes, pois o atraso na transição para a tecnologia de 10nm a forçou a liberar mais processadores de 14nm e seus cristais foram maiores, como resultado dos volumes de lançamento limitados. Os negócios da Apple também podem ser afetados por esse problema, aumentando a determinação da empresa em mudar para seus próprios processadores.
Como já foi observado mais de uma vez, a transição da Apple para o uso de seus próprios processadores não será instantânea, começará no final deste ano e levará alguns anos. O chefe da Intel, Robert Swan (Robert Swan), enfatiza que, durante o período de transição, a empresa continuará fornecendo à Apple seus processadores, e as necessidades do parceiro serão muito importantes para este fabricante. Ao mesmo tempo, em uma entrevista à CNBC após o lançamento do relatório trimestral, Swan teve coragem de admitir que era responsável pelo atraso na adoção da tecnologia de 7nm, pois é responsabilidade do CEO garantir que os produtos sejam atualizados anualmente.
A Apple continuará confiando em seus próprios processadores compatíveis com ARM, que serão produzidos pela TSMC. Os primeiros produtos da próxima geração chegarão à família Mac até o final deste ano. Geralmente, acredita-se que a migração começará com laptops, pois não será possível para a Apple criar rapidamente processadores suficientemente potentes para as mesmas estações de trabalho, além de adaptar o ecossistema de software em pouco tempo. Em termos materiais, a recusa em cooperar com a Apple para a Intel não será um golpe sério, já que a receita das últimas empresas depende da força de vários por cento do fornecimento de processadores para o Mac.
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