Ao anunciar seus resultados fiscais do segundo trimestre, a AMD explicou ontem que o aumento de 25% na receita do segmento de clientes foi impulsionado principalmente pelo crescimento na demanda por processadores de laptop Ryzen mais caros. Relatórios mais detalhados revelaram que o número de processadores clientes enviados no trimestre caiu 8% no geral, mas o preço médio de venda aumentou 35%.

Fonte da imagem: AMD

A informação relevante estava contida na forma de um relatório 10-Q, que foi publicado nesta manhã. A AMD não está separando as mudanças nas remessas de processadores móveis e de desktop, ao contrário da rival Intel, que anteriormente admitiu ter cortado as remessas de processadores para notebooks em 38% no segundo trimestre, enquanto as remessas de desktops caíram 19% ano a ano. De qualquer forma, o declínio médio de 8% na AMD pode ser considerado um resultado mais bem-sucedido do trimestre.

Ao mesmo tempo, o preço médio de venda do processador cliente da AMD no segundo trimestre aumentou 35%, o que também é melhor do que os números da Intel, porque esse valor aumentou 13% para modelos móveis e 1% para modelos desktop no último trimestre. A AMD aponta explicitamente que foi o aumento da demanda por processadores Ryzen mais caros para laptops que contribuiu para essa dinâmica do preço médio de venda.

O preço das ações da AMD caiu um pouco ontem, com a reação dos investidores à falta de imunidade absoluta da empresa à demanda reduzida no segmento de mercado consumidor. Ao mesmo tempo, analistas do setor relacionam as principais esperanças para a dinâmica positiva da receita da AMD com o segmento de servidores. Representantes da Rosenblatt, por exemplo, veem nas ações da empresa o potencial de valorização para US$ 200 por ação, o dobro do nível atual. Na opinião deles, a AMD continuará a fortalecer sua posição no mercado de processadores para servidores em detrimento da concorrente Intel. De acordo com Bernstein, a AMD é claramente melhor em resistir à desaceleração no mercado de PCs do que seu maior concorrente, e isso não a impedirá de continuar aumentando sua participação de mercado no longo prazo. Analistas do Morgan Stanley concordam com eles em termos gerais.

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