\nConforme relatado ontem, a MSI forneceu suporte para memória DDR5-8000+ da marca chinesa CXMT para suas placas-mãe com soquete AM5, aumentando as frequências operacionais permitidas. Segundo o Commercial Times, a adaptação de placas-mãe de fabricantes taiwaneses ao uso de módulos de memória de origem chinesa está ganhando força em geral.\n\n

\n\nFonte da imagem: CXMT\n\nEm primeiro lugar, estas medidas são explicadas pela falta de memória no mercado mundial. O fornecimento de chips chineses fora da China é bastante limitado em volume, mas a situação pode mudar se a escassez de produtos de fornecedores tradicionais dos Estados Unidos, Coreia do Sul e Taiwan durar até o final do próximo ano ou até mais. Segundo fontes taiwanesas, seguindo a Lenovo chinesa, os fornecedores taiwaneses também estão se preparando para usar memória chinesa em conjunto com seus produtos. Aliás, laptops Lenovo com SSDs de origem chinesa já são oferecidos até no mercado norte-americano, já que hoje é impossível encontrar modelos de PC por lá por menos de US$ 1.000.\n\nA MSI otimizou suas placas-mãe para módulos de memória KingBank e Lexar, além da já citada adaptação para operação em modo DDR5-8000+ com memória CXMT. A rival Asus iniciou a certificação no programa ROG para módulos de memória das marcas chinesas Biwin, Asgard e Lexar. Módulos de memória Biwin também foram encontrados em laptops para jogos Acer Predator. Para modelos de PC para jogos, o uso de memória de fornecedores chineses ainda é considerado muito raro. A capacidade dos fabricantes de memória chineses não é tão grande a ponto de competir seriamente com os sul-coreanos em termos de distribuição de produtos, mas os fabricantes taiwaneses têm agora de ter em conta o facto da sua presença no mercado. A expansão da memória chinesa fora do mercado interno, entre outras coisas, pode ajudar a reduzir o nível geral de preços.\n