Walmart dispensa o uso de robôs em suas lojas

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O Walmart, a maior rede de atacado e varejo do mundo, abandonou o uso de robôs para inventariar mercadorias, de acordo com o The Wall Street Journal. Embora o Walmart fosse um dos maiores defensores da tecnologia no mundo, ele acabou decidindo não renovar o aluguel dos robôs que usava em seus mais de 500 locais de varejo e atacado.

Fonte da imagem: Rick T. Wilking / Getty Images

O Walmart usa robôs desde 2017, quando assinou contrato com a Bossa Nova Robotics. Inicialmente, 50 pontos da rede de comércio americana foram equipados com máquinas. Os robôs deveriam facilitar o trabalho de rotina nas lojas. A eles foi confiada a tarefa de escanear as prateleiras usando visão de máquina para a necessidade de repor estoques de certas mercadorias. A Bossa Nova Robotics anunciou no início deste ano que planeja expandir sua cobertura para 1.000 lojas Walmart.

O motivo oficial para o fim da colaboração entre o Walmart e a Bossa Nova Robotics não foi divulgado, mas é provável que a pandemia do coronavírus não o tenha acontecido. O Wall Street Journal relata que os compradores online são mais propensos a fazer pedidos online. A gerência do Walmart em algum momento descobriu que os funcionários das lojas começaram a andar entre as prateleiras das lojas com mais frequência, coletando mercadorias para fazer pedidos online. Provavelmente, a empresa considerou que os funcionários ao mesmo tempo poderiam fazer o inventário da mercadoria, ou seja, a tarefa que era atribuída aos robôs. Um motivo adicional é que muitos clientes do Walmart não conseguiram se acostumar com a presença de robôs nas lojas.

A conclusão do contrato teve um impacto muito sério na Robótica da Bossa Nova. De acordo com o TechCrunch, já teve de demitir metade de seus funcionários. Em conversa com a publicação, um representante da empresa se recusou a confirmar ou negar a ligação desse evento com a rescisão do contrato com o Walmart. Ele disse apenas que a empresa precisava “otimizar” suas atividades devido à pandemia do COVID-19.

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