A Samsung Electronics fez uma parceria com a Ajou University para desenvolver um atuador muscular artificial multifuncional de próxima geração. O “músculo” extremamente leve e compacto é capaz de levantar 800 vezes o seu próprio peso. Ao mesmo tempo, o próprio músculo é um sensor, o que facilita a integração em sistemas de controle digital, desde dispositivos vestíveis até robótica.
Fonte da imagem: Nature Communications
Estruturalmente, o atuador muscular artificial do atuador SMA amplificado compatível (CASA) é uma mola de metal arqueada composta com fio de metal com memória de forma (SMA). Sob a influência da tensão aplicada, o fio é comprimido e coloca a mola em movimento. Essa força é transferida para a carga de trabalho. Por exemplo, uma unidade de 0,22g pode levantar uma carga de 176g, que é 800 vezes o peso da própria unidade. Ao tornar os músculos maiores e mais poderosos, o propulsor será capaz de levantar dezenas e centenas de quilos de carga, que terão aplicação em exoesqueletos e robótica.
Fonte da imagem: Nature Communications
A Samsung enfatiza que o objetivo da empresa era desenvolver um atuador muscular com a maior relação força/massa do atuador. Um bônus significativo foi que o fio – um músculo artificial – se tornou o sensor mais preciso para compressão e tensão. A resistência elétrica do fio (músculo) indica a força de compressão ou tensão, e é uma maneira fácil de controlar os músculos e uma solução para feedback tátil ao operador.
Fonte da imagem: Nature Communications
Os desenvolvedores da Samsung encontraram duas aplicações práticas para seu desenvolvimento. Primeiro, um impulso muscular artificial é usado para focar em óculos de realidade aumentada. Em segundo lugar, o drive é usado em luvas para criar sensações táteis em realidade virtual ou aumentada. Nos óculos, o drive ajusta a distância entre a tela e a ótica, proporcionando um foco natural do olho em objetos próximos ou distantes, dependendo da atenção, e nas luvas cria o efeito de pressão sobre a pele. Os novos sensores são tão pequenos e tão fortes que o efeito de preensão é quase real.
Acrescentamos que o artigo dedicado ao trabalho foi publicado na mais prestigiada revista científica Nature Communications e está disponível gratuitamente no link.
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