Categorias: O mundo da robótica

A IA teve permissão para criar e criou um robô exterminador — feio, mas indestrutível.

Cientistas da Universidade Northwestern, nos EUA, conduziram um estudo inédito em robótica, aplicando inteligência artificial ao projeto de robôs com base em algoritmos de desenvolvimento evolutivo. Em vez da abordagem tradicional de engenharia, que envolve a elaboração de especificações e projetos, eles utilizaram algoritmos que iteravam rapidamente por milhões de variantes, selecionando as mais bem-sucedidas por meio da seleção natural. E funcionou.

Fonte da imagem: Universidade Northwestern

A IA no simulador testou variantes de design sob condições desafiadoras: obstáculos, ferimentos e ambientes de travessia aleatória. O resultado foram montagens e padrões de locomoção incomuns, muitas vezes imperceptíveis para humanos, que proporcionaram aos projetos máxima mobilidade e capacidade de sobrevivência.

Por fim, o algoritmo criou “metamáquinas com pernas” modulares — robôs montados a partir de unidades autônomas, cada uma um mini-robô totalmente funcional com motor, bateria e computador. Afirma-se que este trabalho representa a primeira vez que um robô desenvolvido inteiramente em um ambiente virtual entrou com sucesso no mundo real e demonstrou uma capacidade incomparável de adaptação a diversas condições.

Cada módulo deste robô tem um design simples: uma esfera central com duas “pernas/braços” rotativas, permitindo que ele role, pule ou gire independentemente. Conectando vários módulos (como as peças de um conjunto de construção infantil), configurações complexas podem ser criadas — de formas quadrúpedes a répteis ou estruturas sem descrição no mundo real.

A característica mais impressionante dos robôs evoluídos é a incrível dificuldade em destruí-los. Os mecanismos continuam a se mover mesmo após danos graves: a perda de uma ou mais “pernas”, serem cortados ao meio ou até mesmo em vários pedaços. Nesses casos, os módulos restantes se reorganizam instantaneamente, mudam sua marcha ou continuam como “indivíduos” separados. Eles continuam a se mover como um Exterminador do Futuro desmembrado.Da franquia de mesmo nome — lento, feio, mas inexorável. E é uma visão bastante assustadora.

VÍDEO

Como visto no vídeo, o robô é capaz de rolar repetidamente, atravessando grama, superfícies irregulares e lama. Comparado aos robôs convencionais, que falham com a perda de uma única peça, as metamáquinas projetadas por IA demonstram um nível fundamentalmente diferente de capacidade de sobrevivência e tolerância a falhas.

Embora a velocidade e a graciosidade dos movimentos do robô ainda sejam modestas, a pesquisa abre perspectivas para a criação de sistemas autônomos no futuro. Esses robôs modulares e indestrutíveis poderiam ser aplicados em operações de resgate e na exploração de ambientes extremos (espaço, oceano profundo, zonas de desastre), especialmente ao realizar tarefas em grupo. Atualmente, eles são cegos e incapazes de enxergar o ambiente ao redor, mas os cientistas prometeram corrigir essa falha e equipá-los com sensores para que possam entender e detectar seu alvo. Soltar uma centena deles numa floresta à noite e entregar o controle a uma IA… É assustador até de imaginar.

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