O segundo trimestre que terminou no dia anterior e todo o primeiro semestre do ano acabou sendo o pior para as maiores empresas de tecnologia por muitos e muitos anos. O S&P 500 caiu 16%, enquanto o Nasdaq Composite Technology Index perdeu 22%.

Fonte da imagem: mohamed hassan / pixabay.com

No primeiro trimestre, os eventos ucranianos acabaram sendo o principal fator negativo para o setor de tecnologia, pelo que se agravaram os problemas de abastecimento que surgiram mesmo durante a pandemia. A negativa do segundo trimestre foi causada pelas ações dos bancos centrais mundiais, obrigados a elevar as taxas-chave para conter a inflação. Foram os seis meses mais fracos para o S&P 500 desde 1970, segundo a CNBC.

As ações da Tesla caíram 38% no segundo trimestre, sua maior queda desde a oferta pública inicial em 2010. No mesmo trimestre, o chefe da empresa, Elon Musk, decidiu comprar o serviço de microblogging Twitter por US$ 44 bilhões, o que também não afetou muito bem as ações da Tesla. Os ativos da Amazon caíram 35%, o pior resultado desde o terceiro trimestre de 2001. O crescimento da receita desacelerou e, no primeiro trimestre, a empresa ficou aquém das expectativas dos analistas.

As ações da Alphabet, dona do Google, caíram 22% – isso não acontecia desde o quarto trimestre de 2008. Durante o mesmo segundo trimestre, as ações da Apple caíram os mesmos 22%, que sofreram um revés tão grande no quarto trimestre de 2018. Os ativos da Microsoft perderam 17% em valor, a queda mais acentuada desde o segundo trimestre de 2010.

De todas as gigantes da tecnologia, a Meta* (dona do Facebook*, Instagram* e WhatsApp) é a que tem o pior desempenho: no primeiro trimestre perdeu 34% de seu valor quando registrou o primeiro declínio no número de usuários ativos diários do Facebook*, e no segundo trimestre suas ações caíram mais 27%. Parece que este não é o fim: no dia anterior, a empresa exortou os funcionários a se prepararem para a crise econômica.

* Está incluído na lista de associações públicas e organizações religiosas em relação às quais o tribunal tomou uma decisão final para liquidar ou proibir atividades com base na Lei Federal nº 114-FZ de 25 de julho de 2002 “Sobre o combate ao extremismo atividade”.

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