O Google e a plataforma X de Elon Musk podem ser as próximas empresas alvo de penalidades da Comissão Europeia, apesar das preocupações com possíveis tarifas retaliatórias dos EUA.
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Bruxelas continua a implementar agressivamente a Lei de Mercados Digitais (DMA) da União Europeia, que contém um conjunto de práticas destinadas a facilitar aos usuários a troca entre serviços online concorrentes, incluindo redes sociais, navegadores e lojas de aplicativos. As primeiras a serem atacadas foram a Apple e a Meta✴, que, segundo a decisão do regulador, não cumpriram uma série de requisitos de DMA, introduzindo medidas que aumentam a dependência de usuários empresariais e consumidores comuns em suas plataformas.
O Google e o X podem ser os próximos alvos de pressão regulatória da Comissão Europeia, de acordo com três pessoas familiarizadas com o assunto. Apesar das preocupações com possíveis tarifas retaliatórias dos EUA, Bruxelas mantém uma postura firme na aplicação das leis digitais. A investigação sobre o Google, no entanto, diz respeito a um caso de 2021 no qual a empresa é suspeita de favorecer seus próprios serviços de publicidade.
Se a Comissão Europeia decidir forçar o Google a vender parte de seus negócios de publicidade, seria a primeira vez na história que a autoridade antitruste da UE tomaria uma medida tão drástica. Fontes na Comissão enfatizam que tal ordem nunca foi emitida antes, mesmo no contexto do prolongado caso antitruste contra a Microsoft. Uma possível divisão do negócio se tornou um tópico de discussão acalorado após uma recente decisão judicial dos EUA de que o Google domina ilegalmente dois segmentos de tecnologia de publicidade online: plataformas de posicionamento de anúncios e bolsas de anúncios.
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A decisão pode fornecer bases legais para ações de agências antitruste dos EUA, incluindo o Departamento de Justiça (DOJ), que está considerando forçar uma divisão do negócio de publicidade do Google. Segundo Zach Meyers, pesquisador do Centro de Regulamentação na Europa (CERRE), isso cria condições favoráveis para uma ação coordenada da UE. Se os EUA continuarem pressionando o Google, isso poderá dar à chefe antitruste da Comissão Europeia, Teresa Ribera, cobertura política para tomar decisões semelhantes na Europa.
No entanto, a questão permanece: como a pressão internacional influenciará o curso regulatório digital da UE? O presidente dos EUA, Donald Trump, já criticou o DMA, chamando-o essencialmente de uma tarifa oculta contra corporações americanas. A Lei de Mercados Digitais (DMA) foi mencionada por Trump em sua ordem executiva emitida em fevereiro. Ribera, por sua vez, rejeitou a possibilidade de concessões e afirmou que todas as empresas que operam na UE são obrigadas a cumprir a legislação europeia e respeitar os valores europeus.
A resiliência política e a autonomia regulatória da UE estão sendo testadas em meio à crescente pressão dos Estados Unidos. Os resultados dos casos em andamento contra o Google e o X serão um teste decisivo da eficácia da implementação do DMA. A decisão sobre a possível divisão dos negócios de publicidade do Google não só estabelecerá um precedente legal, mas também um indicador da prontidão da Europa em defender suas próprias prioridades antitruste no cenário tecnológico global.
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