Armas cibernéticas comerciais usadas para espionar políticos, jornalistas e representantes de ONGs

O software israelense está se tornando cada vez mais popular no mercado de armas cibernéticas. Mais recentemente, a Microsoft relatou o uso de malware pela empresa israelense Candiru para hackear mais de 100 smartphones de políticos, jornalistas e outras figuras públicas. Desta vez, houve notícias de um uso em larga escala de “armas” comerciais.

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De acordo com alguns relatórios, o malware Pegasus, desenvolvido pelo Grupo NSO de Israel, foi usado para espionar secretamente 50.000 pessoas. De acordo com ativistas de direitos humanos, o software foi vendido a “governos autoritários”.

O software foi projetado para infectar smartphones Android e iPhone. Os próprios desenvolvedores afirmam em seu site que é usado para “detectar e prevenir o terrorismo e o crime”. Sabe-se que o Pegasus pode ser usado para roubar fotos, mensagens, e-mails, histórico de chamadas e até gravações de chamadas.

Recentemente, uma lista de números de telefone apareceu na Web, de acordo com alguns relatórios – 50.000 vítimas de clientes do Grupo NSO, incluindo “centenas de números de representantes empresariais, líderes religiosos, cientistas, líderes sindicais e funcionários do governo de diferentes países, incluindo ministros, presidentes e primeiros-ministros “, e também peixes menores – representantes de todo tipo de ONG.

A imprensa pretende publicar a lista nas próximas semanas, começando pelos nomes de 180 jornalistas de empresas de mídia como CNN, New York Times, Associated Press, Reuters e outras publicações conhecidas. Ao mesmo tempo, a própria presença de um número na lista não significa necessariamente que tenha sido hackeado, mas permite-nos revelar o interesse de serviços especiais por números específicos.

hothardware.com

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Acredita-se que as armas cibernéticas do Grupo NSO foram usadas pelo Azerbaijão, Bahrein, Cazaquistão, México, Marrocos, Ruanda, Arábia Saudita, Hungria, Índia e Emirados Árabes Unidos. Vale ressaltar que nem todas as pessoas da lista se referem oficialmente aos “governos autoritários” da comunidade ocidental.

O Grupo NSO afirmou que não são os operadores do sistema e não têm acesso aos dados dos cidadãos afetados pela pirataria de smartphones. Além disso, a empresa classificou o número de 50 mil vítimas como “exagerado”. É verdade que ainda não se sabe por que a empresa israelense considera a informação exagerada se não tem acesso a ela.

Não é a primeira vez que a própria NSO aparece em notícias escandalosas. Falando sobre o combate às ciberarmas comerciais, a Microsoft já mencionou a empresa – em um momento já estava sendo cogitada uma ação judicial para a criação do Grupo NSO de software para hackear o WhatsApp.

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