A localização dos buracos negros supermassivos nos centros das galáxias parece ser destrutiva para tudo o que está próximo. No entanto, os astrônomos fizeram uma descoberta que reduz a ameaça representada por tais objetos. Pela primeira vez, um sistema estelar duplo foi descoberto perto do buraco negro central, que não foi afetado pela perigosa proximidade. Pode ser comparado a um oásis de calma próximo a um redemoinho fervilhante. Resta apenas encontrar planetas lá – e é apenas uma questão de tempo.
Fonte da imagem: ESO
A descoberta, como sempre acontece, aconteceu por acidente. Uma nova classe de objetos, chamados objetos G, foi identificada no centro da Via Láctea. Um total de seis desses objetos foram descobertos, o primeiro dos quais foi descoberto em 2005. Supõe-se que sejam estrelas cercadas por uma densa nuvem de gás e poeira. Na aparência assemelham-se a nuvens de gás e poeira, mas o seu comportamento gravitacional corresponde ao das estrelas. Todos os seis objetos interagem com o buraco negro supermassivo Sgr A* (Sagitário A*) no centro da nossa galáxia. No processo de estudo desses objetos, os cientistas descobriram acidentalmente o sistema estelar D9, que acabou sendo duplo.
Aparentemente, o sistema estelar binário foi capaz de evoluir mesmo sob condições de forte interação gravitacional com um buraco negro supermassivo. Ela gira em torno de Sgr A* a uma velocidade incrível, mas isso não a impede de se desenvolver da mesma forma que as estrelas na periferia da galáxia. Esta descoberta dá esperança de encontrar no centro da galáxia – num aglomerado de objetos com intensas interações – não apenas estrelas estáveis, mas também sistemas planetários.
«Os buracos negros não são tão destrutivos quanto pensávamos. Parece plausível que a descoberta de planetas no centro da galáxia seja apenas uma questão de tempo”, afirmam os cientistas.
No entanto, os astrónomos alertam que tais relações “estáveis” podem ser passageiras durante a vida das estrelas. O sistema binário descoberto ainda é jovem – sua idade é de apenas 2,7 milhões de anos. Em comparação, os dinossauros viveram na Terra mais tempo do que estas estrelas. É possível que os cientistas tenham simplesmente tido sorte de encontrá-los em estado estável. Mesmo que seja esse o caso, a descoberta sugere que pode haver mais vida nos centros das galáxias em todos os sentidos da palavra. Portanto, são necessárias novas observações e estudos dessas áreas do espaço.
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