Nossa galáxia contém bilhões de planetas potencialmente habitáveis, a grande maioria orbitando estrelas de baixa massa como o nosso Sol ou até mesmo menores. A vida deveria ser buscada ali, mas há um porém: estrelas de baixa massa apresentam alta atividade de erupções solares, o que poderia destruir qualquer indício de vida biológica em planetas próximos. Portanto, é importante compreender o clima espacial local, algo que a NASA começou a estudar.
Fonte da imagem: NASA/JPL-Caltech/ASU
Conforme relatado pela agência, o SPARCS (Star-Planet Activity Research CubeSat), lançado em janeiro — um minúsculo nanossatélite aproximadamente do tamanho de uma caixa de cereal grande (formato 6U, ou 30x20x10 cm) — capturou com sucesso suas primeiras imagens de objetos-alvo. Essas imagens são pares de imagens da mesma região do céu nas faixas do ultravioleta próximo e do ultravioleta distante. A presença de uma estrela no ultravioleta distante e várias no ultravioleta próximo permite estimar as temperaturas dos objetos: o mais quente é visível em ambas as faixas. Isso confirma a funcionalidade do telescópio e dos detectores no espaço, abrindo caminho para observações científicas em larga escala.
Para reiterar: o objetivo principal da missão SPARCS é estudar estrelas de baixa massa (anãs vermelhas com massa entre 30% e 70% da massa do Sol), que compõem a maioria das estrelas da Via Láctea e em torno das quais orbitam a maior parte dos exoplanetas potencialmente habitáveis semelhantes à Terra — aproximadamente 50 bilhões de mundos rochosos na zona habitável, onde a água líquida pode existir. O satélite monitorará continuamente erupções estelares, manchas solares e outras atividades ultravioleta (incluindo atividade magnética) dessas estrelas.
A alta frequência e intensidade das erupções em anãs vermelhas podem afetar significativamente as atmosferas planetárias, tornando-as inabitáveis ou, inversamente, possibilitando certas formas de vida. Ao longo de um ano, o telescópio SPARCS poderá observar aproximadamente 20 estrelas por 5 a 45 dias cada, permitindo obter uma imagem mais ou menos detalhada do que está acontecendo.
O próprio telescópio espacial SPARCS é um espetáculo de avanços tecnológicos. Imagine só: um telescópio espacial paraUm sistema para estudar o clima espacial em outros sistemas tem o tamanho de uma caixa de cereal! Além disso, seu processador é capaz de processar imagens e corrigir observações de atividade de erupções solares in situ.
Outra inovação é a integração de filtros UV diretamente no sensor de luz. Tecnologias semelhantes são usadas em câmeras de smartphones. Essa abordagem aumenta a sensibilidade, elimina a necessidade de um elemento de filtro separado e torna o sistema um dos mais eficazes para observações UV no espaço.
“Ver as primeiras imagens ultravioleta do SPARCS em órbita é incrivelmente emocionante. Elas nos dizem que a espaçonave, o telescópio e os detectores estão funcionando conforme o esperado, com base nos testes em solo, e estamos prontos para começar o trabalho científico para o qual esta missão foi criada”, disse a Investigadora Principal do SPARCS, Evgenia Shkolnik, professora de astrofísica na Escola de Ciências da Terra e do Espaço da Universidade Estadual do Arizona, que lidera o projeto.
No futuro, a NASA lançará telescópios UV ainda maiores ao espaço, onde as tecnologias desenvolvidas no pequeno SPARCS irão liberar ainda mais seu potencial. Conhecer apenas o clima espacial no Sistema Solar já não é suficiente — agora precisamos de uma galáxia!
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