Hoje, até 38 bilhões de litros da água mais pura são gastos anualmente na limpeza úmida de painéis solares em todo o mundo. Esse volume seria suficiente para fornecer água potável para pelo menos 2 milhões de pessoas durante o ano. O custo da limpeza úmida dos painéis, juntamente com o custo do tratamento da água, é de pelo menos 10% do custo de geração de eletricidade em parques solares. A saída dessa situação pode ser a limpeza a seco, mas há nuances.
Fonte da imagem: MIT
Um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveu uma tecnologia para limpeza a seco sem contato de painéis solares de poeira e areia. A limpeza sem contato é a solução ideal, pois a limpeza com contato deixa arranhões na superfície dos painéis e reduz o rendimento da camada superficial.
A ideia da limpeza sem contato é que um eletrodo passe sobre o painel, dando carga ao pó. Depois disso, uma carga da mesma polaridade é aplicada à camada superficial do painel com vários mícrons de espessura, e a poeira é literalmente sacudida para o chão. Tal processo pode ser automático ou controlado remotamente. Um sistema semelhante pode ser feito sem partes móveis mecânicas, se fios condutores transparentes forem puxados sobre os painéis.
Os cientistas descobriram que o método proposto não funciona bem se a umidade do ar cair abaixo de 30%. Na maioria dos desertos da Terra, a umidade raramente cai abaixo desse valor, mas mesmo que o ar fique mais seco, sempre há orvalho da manhã durante o qual a lavagem a seco funcionará.
Os cientistas não exageram a importância da limpeza dos painéis solares. Estudos mostraram que a queda na eficiência energética dos painéis ocorre de forma acentuada logo no início do processo de acúmulo de poeira e pode facilmente chegar a uma redução de 30% em apenas um mês. Mesmo um corte de energia de 1% para uma usina solar de 150 megawatts, eles calculam, pode resultar em uma perda de US$ 200.000 em receita anual. Os pesquisadores dizem que, globalmente, uma redução de 3% a 4% na capacidade solar resultaria em uma perda entre US$ 3,3 bilhões e US$ 5,5 bilhões por ano.
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