Nvidia nega rumores de intenção de formar joint venture na China

A China continua sendo um mercado importante para a empresa americana Nvidia, mas a participação na receita principal vem diminuindo constantemente à medida que as sanções americanas se expandem. Após a proibição do fornecimento de aceleradores H20 para a China, o CEO e fundador da Nvidia, Jensen Huang, visitou o país, mas não discutiu a criação de joint ventures com participantes do mercado local.

Fonte da imagem: NVIDIA

O CEO da Nvidia tem planos de criar uma joint venture na China para ajudar a empresa a atender melhor os clientes locais em meio às sanções dos EUA, de acordo com rumores citados pela popular publicação taiwanesa DigiTimes na segunda-feira. Representantes do South China Morning Post entraram em contato com a Nvidia para obter comentários, e a empresa garantiu que todas essas especulações são infundadas.

Em apenas um trimestre, a Nvidia perderá cerca de US$ 5,5 bilhões devido à proibição do fornecimento de aceleradores H20 para a China, e as perdas da empresa no ano atual podem exceder significativamente US$ 10 bilhões, já que os clientes chineses anteciparam o endurecimento das regras de controle de exportação dos EUA e tentaram estocar aceleradores H20 para uso futuro. Após a entrada em vigor das novas restrições, o chefe da Nvidia foi com urgência à China pela segunda vez nos últimos três meses, motivo pelo qual surgiram rumores sobre uma possível busca por soluções alternativas para preservar o negócio principal da empresa no Reino do Meio.

Durante uma visita recente à China, o fundador da Nvidia também se encontrou com o vice-primeiro-ministro do país, He Lifeng, responsável pelas negociações comerciais internacionais com os Estados Unidos, e o prefeito de Xangai, Gong Zheng. Como observado, a viagem de Huang à China desta vez foi realizada a convite de uma das associações locais que representam os interesses dos exportadores chineses. A mídia local relatou que, antes da proibição do fornecimento de aceleradores Nvidia H20 para a China, a Tencent, a Alibaba e a ByteDance os compraram por um total de US$ 13,7 bilhões para criar uma reserva adequada para operar sob sanções. Mais tarde, a ByteDance negou essa informação.

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