Empresas europeias estão aumentando a produção na China, apesar dos esforços da UE para reduzir riscos e diversificar o fornecimento. De acordo com uma pesquisa realizada pela Câmara de Comércio da União Europeia na China, quase um terço dos entrevistados afirmou que continua transferindo a produção para a China, enquanto 37% disseram que não alteraram sua estratégia de cadeia de suprimentos nos últimos dois anos, segundo a CNBC.

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Quase 300 empresas com cadeias de suprimentos ligadas à China continental participaram de uma pesquisa realizada entre janeiro e fevereiro deste ano. A grande maioria — 68% dos respondentes — afirmou que estava mantendo ou expandindo suas operações na China, enquanto apenas 7% relataram ter transferido a produção para fora do país ou estabelecido produção alternativa em outras regiões. A esse respeito, Jens Eskelund, presidente da Câmara de Comércio e Indústria da UE na China, observou que as empresas europeias continuam a depender cada vez mais da China como fonte de seus produtos.
A China responde por aproximadamente 28% das mercadorias globais, apesar do aperto nas políticas tarifárias nos EUA e na UE. Enquanto isso, cerca de 24% dos membros da Câmara de Comércio da UE que responderam à pergunta sobre a cadeia de suprimentos relataram diversificar suas operações, expandindo a produção na China e estabelecendo relações com fornecedores alternativos em outros países.
Uma pesquisa mostrou que os custos mais baixos são um dos principais motivos pelos quais as empresas europeias estão aumentando a produção na China. Além disso, diante da escassez de mão de obra, muitas empresas chinesas automatizaram rapidamente sua produção. “A diferença no nível de automação em comparação com dois anos atrás é simplesmente impressionante. Agora não há mais ninguém lá”, diz Denis Depoux, sócio sênior e diretor-geral global da consultoria Roland Berger, comentando sua visita esta semana às instalações de uma produtora privada de cobre na China.
Cerca de três quartos das empresas da UE que operam na ChinaEles consideram as instalações de produção do país mais eficientes do que as de outros países. “A maioria das indústrias hoje tem pelo menos um concorrente chinês ou um concorrente internacional que utiliza cadeias de suprimentos chinesas”, observou Eskelund.