A primeira planta comercial nos Estados Unidos a produzir combustível de aviação a partir de dióxido de carbono capturado da atmosfera iniciou suas operações — a unidade AirPlant One da Twelve em Moses Lake, Washington. O produto fabricado lá, o E-Jet, é um combustível de aviação sintético derivado não do petróleo, mas do CO2 atmosférico, água e eletricidade renovável. O combustível é idêntico ao querosene comum e tão fácil de usar quanto. Mas o preço…
Fonte da imagem: Twelve
A eletricidade gerada a partir de energia solar e eólica desencadeia processos químicos na usina, convertendo dióxido de carbono em hidrocarbonetos líquidos. Ao contrário do hidrogênio, esse combustível é compatível com a infraestrutura convencional da aviação e pode ser usado em aeronaves sem modificações nos motores.
O principal objetivo do projeto é fechar o ciclo do carbono na aviação. Quando o E-Jet é queimado, o CO2 ainda entra na atmosfera, mas esse carbono é recuperado para produzir novo combustível. A queima de combustíveis fósseis aumenta continuamente os níveis de CO2 no ar sem reduzi-los, mantendo a cadeia de emissões aberta. Além do combustível, a usina sintetiza matérias-primas para a produção de plásticos e produtos químicos.
Para os padrões do mercado de aviação, a capacidade da usina AirPlant One é muito pequena. Sua capacidade estimada é de aproximadamente 50.000 galões de combustível de aviação por ano — cerca de 189.000 litros, ou apenas cerca de 3,3 barris por dia. Em comparação, um grande aeroporto nos EUA consome centenas de milhões de galões de combustível de aviação por ano. Portanto, a planta atual representa mais uma importante demonstração de tecnologia comercial do que uma substituição real para o combustível derivado de petróleo em escala significativa.
A principal questão continua sendo o preço. A Twelve não divulga o custo de seu combustível, mas as estimativas de mercado para o e-SAF produzido a partir de CO2 e eletricidade verde giram em torno de US$ 600 a US$ 700 por barril, várias vezes superior ao custo do querosene de aviação convencional. No futuro, o preço poderá cair devido ao aumento da produção, à eletricidade mais barata e à redução dos custos.eletrolisadores. Mas tudo isso é uma questão para o futuro, que raramente é totalmente previsto.
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