Nos quase 30 anos desde o seu lançamento, o Diablo original tornou-se uma verdadeira lenda na indústria dos jogos, mas, como se viu, corria o risco de desaparecer mesmo antes de chegar às lojas.

Fonte da imagem: Blizzard Entertainment

Para relembrar, Diablo foi inicialmente um projeto experimental do estúdio independente americano Condor, liderado por David Brevik e os irmãos Max Schaeffer e Erich Schaeffer.

As editoras relutavam em publicar Diablo, mas um encontro com Allen Adham, cofundador da Blizzard Entertainment, em 1995, resultou em um contrato de publicação no valor de várias centenas de milhares de dólares para a equipe.

Esse dinheiro provou-se insuficiente não apenas para o desenvolvimento de Diablo, que levaria mais dois anos, mas também para pagar os funcionários da Condor por pelo menos um ano. O estúdio estava em apuros.

Diablo era originalmente um jogo de turnos, mas Adham convenceu Brevik a mudar a mecânica para combate em tempo real.

“As autoridades fiscais estavam literalmente à nossa porta, ameaçando nos fechar”, admitiu Eric Schafer em uma entrevista à revista Edge. Em meio a esses problemas, a Blizzard expressou interesse em comprar o estúdio — uma oferta “inesperada, mas muito oportuna”.

Max Schafer relembra: “Assim que [a Blizzard] nos comprou, sentamos para descobrir o que poderíamos fazer agora que estávamos livres de restrições financeiras e tínhamos um pouco mais de tempo. Como poderíamos tornar [Diablo] o maior possível?”

Diablo foi lançado em 31 de dezembro de 1996 e se tornou um enorme sucesso para a Blizzard, vendendo 2 milhões de cópias até o final de 1998. A série continua viva e bem — no final de abril, o mais recente Diablo IV recebeu a expansão de história Lord of Hatred.

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