Jack Buser, chefe da divisão de jogos do Google Cloud, falou com o Mobilegamer.biz sobre a disseminação de ferramentas de IA entre os principais desenvolvedores de jogos.

Fonte da imagem: Steam (umbra)

Segundo Buser, 90% dos principais estúdios de jogos atualmente utilizam ferramentas de IA generativa em seu desenvolvimento, mas, por medo de represálias dos jogadores, muitos relutam em falar sobre isso publicamente.

A Capcom, em particular, é uma usuária ativa das ferramentas de IA do Google (Gemini, Nano Banana Pro). A editora japonesa já construiu um protótipo de sistema de IA para geração de ideias usando o Google Cloud.

A Capcom promete não implementar IA generativa em novos jogos (fonte da imagem: Capcom)

“Os jogadores não percebem que seus jogos favoritos já são feitos com IA. No verão passado, durante a Gamescom, realizamos uma pesquisa com estúdios do mundo todo. Nove em cada dez desenvolvedores nos disseram que usam [IA]”, afirmou Buser.

O repórter da Bloomberg, Jason Schreier, citando suas fontes, confirmou que “quase todos os grandes estúdios agora usam ferramentas de IA generativa” — em particular, o modelo Claude da Anthropic.

O ambicioso jogo de ação Phantom Blade Zero, da S-Game, da China, está sendo desenvolvido sem o uso de IA (fonte da imagem: S-Game).

Bueser acredita que a IA libera os estúdios de jogos de trabalhos “rotineiros, monótonos e ineficientes” (como escolher cada pedra para o caminho) e permite que eles se concentrem em tarefas criativas.

O chefe do Google Cloud está confiante de que o ceticismo dos jogadores em relação à IA começará a diminuir quando eles perceberem que a tecnologia ajuda a lançar jogos mais rapidamente e dá aos desenvolvedores mais espaço para correr riscos.

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