O gerente geral de Inteligência Artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, afirmou que, nos próximos cinco anos, todos poderão ter um assistente pessoal de IA que saberá praticamente tudo sobre eles. Esses sistemas farão parte do cotidiano, auxiliando na tomada de decisões. No entanto, essa perspectiva gera preocupações, considerando os casos já conhecidos de usuários que se tornaram perigosamente dependentes de chatbots.
Suleyman está confiante de que os assistentes de IA não serão mais meras ferramentas. Eles estarão constantemente presentes, analisando o que o usuário vê, ouve e faz, e oferecendo assistência na resolução de problemas complexos da vida. “O assistente do futuro verá o que você vê e ouvirá o que você ouve”, disse Suleyman, segundo o Windows Central.
Ele está convencido de que as pessoas começarão a confiar informações importantes a esses sistemas e a vê-los como amigos próximos. Além disso, a Microsoft já está preparando o terreno técnico para isso. Por exemplo, uma atualização recente do serviço Copilot adicionou memória de longo prazo, visão computacional e um avatar visual (Copilot Avatar).
Contudo, essa tecnologia também tem um lado negativo. Algumas pessoas desenvolvem uma forte dependência da IA. Em um dos casos, uma família processou a OpenAI depois que seu filho de 16 anos cometeu suicídio após interagir com um chatbot. Os pais acusaram a empresa de lançar a tecnologia sem garantir a segurança adequada.