Categorias: Espaço

Antes da China, a SpaceX e a Blue Origin apresentaram à NASA seus planos “Plano B” para levar humanos à Lua.

Diz-se que as críticas da NASA aos projetos de módulos de pouso lunar da SpaceX e da Blue Origin tiveram um impacto, e em 30 de outubro de 2025, ambas as empresas apresentaram propostas alternativas à agência para o pouso de astronautas na Lua. Os Estados Unidos devem retornar astronautas à Lua antes da China, o que é improvável devido aos compromissos previamente assumidos.

O foguete Super Heavy da Starship desce no Golfo do México. Fonte da imagem: SpaceX

Segundo a CNBC, a NASA recebeu propostas da SpaceX e da Blue Origin para acelerar o retorno de astronautas americanos à Lua. Nos últimos anos, surgiram preocupações de que a missão Artemis 3 fosse tão atrasada que a China a concluísse antes — antes de 2030. Em setembro, o administrador interino da NASA, Sean Duffy, criticou a SpaceX pelos atrasos na missão Artemis 3 e não descartou a possibilidade de conceder o contrato a outras empresas, incluindo a Blue Origin (que já possui um contrato com a NASA para o retorno de humanos à Lua).

Tem sido repetidamente enfatizado que é impensável para os Estados Unidos permitir que a China assuma a liderança no retorno à Lua. Atualmente, a discussão não gira em torno de projetos científicos, mas sim da possibilidade de estabelecer uma base para futuras missões espaciais, incluindo a extração de recursos estrategicamente importantes para uma presença permanente na Lua, como água (gelo). Já está claro que os programas lançados anteriormente pela NASA não permitem um retorno seguro à Lua antes da China. O sucesso garantido exige um “Plano B”. É possível que as novas estratégias da SpaceX e da Blue Origin, apresentadas ontem à NASA, sirvam de base para esse plano.

Para avaliar as novas propostas, a agência planeja envolver seus próprios especialistas e pretende preparar uma solicitação de revisão de iniciativas da comunidade de pesquisa aeroespacial em geral.

Segundo relatos, a SpaceX apresentou à NASA uma arquitetura de missão e um conceito de operações simplificados, visando um retorno mais rápido à Lua e, ao mesmo tempo, maior segurança para a tripulação. A empresa realizou 11 simulações.Os voos de teste não tripulados do foguete Starship, dois dos quais foram considerados bem-sucedidos, ainda não demonstraram capacidades essenciais para o programa lunar — especificamente, o reabastecimento em órbita para a missão tripulada Artemis 3.

Segundo a SpaceX, a empresa já financiou de forma independente mais de 90% deste programa, e a NASA pagou-lhe aproximadamente US$ 2,7 bilhões em contrato para o desenvolvimento do Sistema de Pouso Lunar (HLS). Portanto, a SpaceX já investiu mais de US$ 30 bilhões no projeto e busca financiamento adicional da NASA, não acusações. No total, a SpaceX espera receber US$ 4,5 bilhões da NASA pelo contrato para o módulo de pouso lunar, com a empresa arcando com a maior parte dos custos.

A Blue Origin também apresentou um plano para acelerar a produção de sua própria versão do HLS, com a expectativa de lançar uma versão menor do módulo de pouso lunar Blue Moon Mark 1 até o final do ano. A empresa recebeu aproximadamente US$ 835 milhões da NASA desde o início do contrato para o módulo de pouso lunar, em 2023. Nessas novas circunstâncias, essa proposta poderia servir como alternativa ao módulo da SpaceX e também como garantia para voos futuros.

Embora a missão Artemis 3 permaneça incerta, a missão Artemis 2, o primeiro sobrevoo lunar tripulado da história moderna, está caminhando para a conclusão. O voo poderá ocorrer já em fevereiro de 2026. Tanto o foguete quanto a tripulação estão prontos.

admin

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