Os fabricantes de memória estão sendo transparentes quanto aos seus planos de expansão da capacidade produtiva, mas representantes do segmento de armazenamento não compartilham dessa visão sobre a situação do setor. O CEO da Seagate fez com que as ações da empresa despencassem com declarações de que construir novas fábricas é muito demorado e não faz muito sentido.

Fonte da imagem: Seagate Technology
Segundo a Bloomberg, o CEO da Seagate Technology, Dave Mosley, descartou a necessidade de expandir a capacidade de produção de discos rígidos em uma conferência de tecnologia do JPMorgan. Ele argumentou que isso desviaria os recursos da empresa e, em última análise, levaria à superprodução quando a demanda diminuísse ou se estabilizasse. As ações da Seagate caíram 6,9%, arrastando consigo as ações de muitos fornecedores de chips de memória e discos rígidos, incluindo Samsung Electronics (-5,3%), SK Hynix (-5,4%), Sandisk (-5,3%) e Nanya Technology (-9,8%).
Em entrevista à Bloomberg neste mês, o CEO da Seagate explicou que a empresa acredita que deve se concentrar em aprimorar as tecnologias de armazenamento de dados, priorizando o aumento da densidade de armazenamento, em vez de aumentar os volumes de produção de discos rígidos. Isso garantirá que a demanda do mercado por maior capacidade de armazenamento de dados disponível seja atendida de forma otimizada e muito mais rápida do que com a construção de novas instalações. De acordo com Mosley, os clientes da empresa não se opõem a essa medida.
O CEO da Seagate também observou que, embora a empresa tenha uma visão de longo prazo (cinco trimestres) das necessidades dos clientes, ela não consegue atender à demanda. Essas admissões levaram a uma queda nos preços das ações dos participantes do mercado.