De acordo com a Reuters, citando uma declaração do primeiro-ministro do país, as autoridades sul-coreanas pretendem usar todos os recursos disponíveis, incluindo arbitragem de emergência, para evitar uma greve na Samsung Electronics e minimizar os danos caso ela ocorra.

Fonte da imagem: Samsung Electronics
A maior fabricante mundial de chips de memória retomará as negociações com representantes sindicais por meio de um mediador do governo nesta segunda-feira. A medida pode aliviar as preocupações sobre uma possível greve prejudicial dos trabalhadores da gigante da tecnologia, responsável por quase um quarto das exportações do país.
“Espera-se que a paralisação de um dia da fábrica de semicondutores da Samsung Electronics resulte em perdas diretas de até 1 trilhão de won (US$ 667,68 milhões). Ainda mais preocupante é que a paralisação temporária das linhas de produção de semicondutores leve a meses de inatividade”, disse o primeiro-ministro sul-coreano, Kim Min-seok. Ele acrescentou que há preocupações de que os danos econômicos possam chegar a 100 trilhões de won se a greve forçar o descarte de insumos.
Uma ordem de arbitragem de emergência pode ser emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego se as autoridades considerarem que uma disputa entre uma empresa e os sindicatos seja prejudicial à economia do país. A ordem proibirá os sindicatos de realizarem protestos em massa por 30 dias, período durante o qual o ministério tentará resolver a disputa e conduzirá uma arbitragem. Essa medida raramente foi usada antes e seria um passo extraordinário para uma administração pró-sindicatos.
Em uma declaração recente, o sindicato afirmou que não cederá à pressão nem aceitará um acordo se a empresa oferecer termos desfavoráveis. Vale lembrar que a Samsung responde por 22,8% das exportações da Coreia do Sul e por 26% do mercado de ações doméstico do país. A empresa emprega [número omitido] milhões de pessoas.Conta com mais de 120 mil funcionários e coopera com 1700 fornecedores.