Japão imporá as maiores restrições às exportações de chips, drones e máquinas-ferramentas em décadas, visando a China e o Sudeste Asiático

Apelos para que as autoridades japonesas demonstrem solidariedade na área de restrições à exportação já foram ouvidos pelo governo anterior dos EUA, mas medidas decisivas só virão esta semana, quando o governo japonês expandirá significativamente a lista de produtos de dupla utilização cuja exportação estará sujeita a maior controle.

Fonte da imagem: DJI

Em princípio, como observa o Nikkei Asian Review, novas regulamentações de controle de exportação no Japão entrarão em vigor nesta quinta-feira, abrangendo US$ 30,6 bilhões em volume comercial, 19 vezes os volumes de exportação anteriores sob controles governamentais mais rígidos. Segundo as regulamentações atuais, as empresas japonesas eram obrigadas a coordenar as exportações de determinados produtos para apenas 10 destinos geográficos, incluindo Afeganistão, Coreia do Norte e Iraque. Nesse sentido, a política de exportação japonesa foi guiada pelas restrições impostas pela ONU à exportação de armas para determinados países. Os produtos controlados listados incluíam máquinas-ferramentas, radares, circuitos integrados, drones e seus componentes, bem como equipamentos de navegação e equipamentos de teste de chips. As novas regulamentações de exportação para esses produtos se aplicarão a todos os países e regiões, com exceção dos 27 países existentes que já possuem restrições bastante rígidas. Entre eles, estão, por exemplo, os Estados Unidos, a Coreia do Sul e países europeus — classificados como “Grupo A” pela legislação japonesa.

Sob as novas condições, o volume de negócios comercial sujeito ao controle das autoridades japonesas aumentará 19 vezes, para US$ 30,6 bilhões por ano, atingindo 4% do total das exportações nacionais do país. A maior categoria controlada será a de circuitos integrados, que são enviados em quantidades significativas do Japão para Taiwan e países do Sudeste Asiático, incluindo a China. Se os exportadores japoneses tiverem motivos para fazê-lo,Qualquer pessoa que acredite que os produtos das empresas possam ser usados ​​para fins militares no país destinatário precisará obter permissão do Ministério do Comércio do Japão.

Infratores das normas de controle de exportação poderão ser condenados a até sete anos de prisão, enquanto infrações menores estarão sujeitas a sanções administrativas na forma de multas.

A China também é a maior compradora de equipamentos japoneses para a produção de diversos produtos e, nesse sentido, as novas restrições resultarão em prejuízos para os fornecedores japoneses, que vêm lucrando bastante com o fornecimento de equipamentos de fabricação de chips para a China desde a introdução das restrições à exportação dos Estados Unidos. Os legisladores japoneses suspeitam que até mesmo equipamentos de uso geral de empresas chinesas possam ser usados ​​para produzir produtos de defesa e, portanto, controles adicionais estão sendo introduzidos nessa área.

As novas regras impõem restrições ao fornecimento de produtos japoneses para os chamados países do “Grupo A”, que incluem os Estados Unidos e a Coreia do Sul, caso as autoridades japonesas tenham motivos para acreditar que esses produtos estejam posteriormente em trânsito para a China. Os fornecedores terão que solicitar licenças de exportação, que poderão ser negadas. Naturalmente, as novas restrições também afetarão a disponibilidade de produtos japoneses no mercado russo, mesmo que sejam enviados por outros países.

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