O governo dos EUA está considerando impor novas sanções direcionadas contra a indústria de semicondutores da China. As novas medidas podem ter como objetivo conter o progresso da maior fabricante de chips da China, a SMIC, mas não devem diminuir o fluxo de chips na economia global. A Reuters escreve sobre isso, citando suas próprias fontes.

Fonte da imagem: SMIC

O Departamento de Comércio dos EUA, que supervisiona a política de exportação dos EUA, está discutindo ativamente a possibilidade de impor uma proibição à exportação de equipamentos de fabricação de chips para fábricas chinesas que produzem chips avançados de 14 nanômetros ou menores. Ao mesmo tempo, o departamento pretende permitir a exportação de equipamentos para fábricas que pertencem às mesmas empresas, mas produzem microcircuitos menos modernos. Supõe-se que tal política apoiará o fornecimento de chips em nível global e, ao mesmo tempo, retardará o desenvolvimento da maior fabricante chinesa em face da SMIC.

Note-se que a SMIC já está sob sanções dos EUA, que proíbem o fornecimento de equipamentos para produção de chips com processos técnicos inferiores a 14 nm, mas o processo de 14 nm em si não foi afetado e a SMIC já o domina.

Um porta-voz do Departamento de Comércio dos EUA não comentou o assunto, mas observou que “para pedidos de licença de exportação relacionados a semicondutores, o Departamento de Comércio e outras agências de revisão consideram vários fatores em suas decisões de licenciamento, incluindo o processo de exportação proposta.”

O funcionário disse que o governo Biden está consultando regularmente aliados e fabricantes, elaborando medidas que privarão a China de acesso a tecnologias avançadas que têm aplicações civis e militares. Representantes oficiais da SMIC ainda não comentaram sobre esta questão.

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