A recente visita do presidente dos EUA, Joseph Biden, à Coreia do Sul, entre outras coisas, teve como objetivo persuadir as autoridades locais a se juntarem a uma aliança tecnológica que já uniu os EUA, Taiwan e Japão. Entre outras coisas, eles vão se opor tecnologicamente à China. Mas o alto grau de dependência dos fornecedores de memória coreanos no mercado chinês ainda limita a determinação da liderança do país em concordar com os termos existentes de participação na aliança.

Fonte da imagem: Samsung Electronics

A SK hynix e a Samsung Electronics não apenas possuem grandes instalações de fabricação de RAM e SSD na China, mas também são fortemente dependentes do mercado local. As exportações de chips de memória renderam US$ 69 bilhões para fornecedores coreanos no ano passado, segundo o The Global Times, citado pela Business Korea, com a China respondendo por 48% desse valor. Se os fornecedores coreanos perderem a confiança dos clientes chineses devido à entrada do país em uma aliança pró-ocidental, isso afetará as receitas de exportação das empresas coreanas da maneira mais infeliz.

Se considerarmos as receitas de exportação da Coreia do Sul para toda a gama de produtos semicondutores, no ano passado atingiu US$ 128 bilhões, enquanto a China respondeu por cerca de 39% desse valor e, junto com Hong Kong, a participação chegou a 60%. Muitos especialistas estão inclinados a acreditar que as autoridades norte-americanas ainda poderão envolver a Coreia do Sul nessa iniciativa, mas o governo desta última precisa cuidar de minimizar os danos à sua própria economia devido ao risco de perder parte de seus suprimentos para a China.

O favor das autoridades americanas também é importante para a Samsung Electronics, que pretende construir sua segunda instalação de US$ 17 bilhões no Texas, mas o lado americano exige que os requerentes de subsídios estatais concordem com uma restrição de dez anos sobre seus investimentos na economia chinesa.

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