O interesse em lâmpadas germicidas pode ter diminuído um pouco desde o fim da pandemia de COVID-19, mas alguns desenvolvimentos nessa área ainda apresentam certa inércia. As montadoras sul-coreanas Hyundai e Kia, que fazem parte do mesmo grupo, só recentemente introduziram a tecnologia para o uso regular de lâmpadas germicidas em interiores de automóveis.

Fonte da imagem: Hyundai Motor

Normalmente, o princípio clássico do combate a bactérias com radiação ultravioleta envolve manter as pessoas afastadas da área de tratamento ou proteger sua pele e olhos dos efeitos nocivos da radiação ultravioleta. Montadoras sul-coreanas afirmam que o uso de um espectro estreito de radiação com comprimento de onda de 200 a 230 nm combate eficazmente as bactérias, preservando a pele e a visão.

Segundo a Hyundai e a Kia, a luz ultravioleta emitida pelas lâmpadas instaladas na minivan experimental mata bactérias, incluindo a E. coli, mas não penetra na camada superficial de queratina da pele humana. A radiação elimina bactérias na superfície de objetos e na pele humana, sem causar danos ao organismo. Outro efeito é alcançado: a eliminação de odores desagradáveis ​​no ar dentro do veículo. De acordo com engenheiros sul-coreanos, essas fontes de radiação também poderiam ser usadas em ambientes internos, como escolas ou hospitais, onde o controle da disseminação de bactérias patogênicas é importante.

Um experimento revelou que 40 minutos de exposição à luz ultravioleta dentro de uma minivan eliminaram 99,9% das bactérias E. coli colocadas em placas de Petri. Segundo a montadora, essa tecnologia de desinfecção interna será utilizada em modelos futuros, principalmente em táxis e ambulâncias. Além disso, em veículos comerciais, esse tipo de exposição aos alimentos ajudará a preservar seu frescor por mais tempo, sem a necessidade de embalagens protetoras.

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