O WhatsApp, sua proprietária Meta✴ e a consultoria Accenture foram citados como réus em uma ação coletiva em um tribunal federal da Califórnia, segundo o Cybernews. Os autores da ação acusam as empresas de interceptar e transmitir mensagens privadas a terceiros, apesar das alegações de criptografia de ponta a ponta nas conversas. Em meio ao escândalo, os concorrentes Elon Musk e Pavel Durov criticaram publicamente as políticas de segurança do aplicativo de mensagens.

Fonte da imagem: Jonas Leupe/Unsplash

O processo alega que o WhatsApp e a Meta✴, embora posicionem o aplicativo de mensagens como uma plataforma segura com criptografia de ponta a ponta, na verdade interceptam, armazenam e visualizam as mensagens privadas dos usuários. Os autores da ação, Brian Y. Shirazi e Nida Samson, consideram isso uma grave invasão de privacidade e uma violação das leis de privacidade. De acordo com os documentos, funcionários e subcontratados da Meta✴ tinham amplo acesso a mensagens que deveriam ser criptografadas e inacessíveis. O processo também alega que as empresas permitiram que terceiros visualizassem as mensagens do WhatsApp dos usuários sem o seu consentimento.

Musk, que tem um histórico de desentendimentos com o CEO da Meta✴, Mark Zuckerberg, respondeu ao processo publicando em sua conta na rede social X: “Você não pode confiar no WhatsApp”. Ele já havia criticado o serviço de mensagens, chamando-o de inseguro. Durov, por sua vez, afirmou que a criptografia do WhatsApp “pode ​​ser a maior fraude ao consumidor da história”. Ele acusou o WhatsApp de “enganar bilhões de usuários” e enfatizou que “o Telegram nunca fez isso e jamais fará”.

O WhatsApp negou categoricamente as acusações, classificando-as como falsas e absurdas. Em comunicado, a empresa ressaltou que o serviço de mensagens utiliza criptografia de ponta a ponta com o protocolo Signal há dez anos, garantindo que as mensagens não possam ser lidas por ninguém além do remetente e do destinatário.

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