Recentemente, o Google foi alvo de um processo judicial que o acusa de eliminar lojas de aplicativos Android concorrentes, monopolizando mecanismos de distribuição e sistemas de pagamento, o que viola as leis antitruste dos EUA.

Fonte da imagem: BoliviaInteligente / unsplash.com

A autora da ação é a Aptoide, uma empresa portuguesa especializada em jogos para dispositivos móveis e que se posiciona como a terceira maior loja de aplicativos Android do mundo. A empresa alega que teria obtido mais sucesso em termos de preços e políticas do Google se não tivesse sofrido “práticas anticoncorrenciais sufocantes” — ações destinadas a expulsar concorrentes menores — por parte da gigante da tecnologia.

A Aptoide define sua plataforma como uma “loja de aplicativos Android alternativa”. Em 2024, seu catálogo continha aproximadamente 436.000 títulos e sua base de usuários anual ultrapassava 200 milhões. A plataforma oferece comissões mais baixas para desenvolvedores e preços mais baixos para usuários, mas as ações do Google estão causando danos irreparáveis, já que a gigante da tecnologia priva os concorrentes de conteúdo exclusivo de desenvolvedores líderes, direcionando-os para o Google Play e forçando-os a usar outros serviços “essenciais”.

O processo, aberto em um tribunal federal em São Francisco, busca uma liminar contra as práticas anticoncorrenciais e o triplo do valor da indenização. Em 2014, a empresa apresentou outra queixa contra o Google às autoridades antitruste da União Europeia.

Em 2023, um tribunal dos EUA considerou o Google culpado de práticas anticoncorrenciais e, no ano seguinte, um juiz ordenou amplas reformas. Posteriormente, a empresa, que também foi declarada monopólio ilegal no mercado de buscas na internet, foi obrigada a compartilhar resultados de busca com concorrentes, mas foi proibida de vender seus projetos do sistema operacional Android ou do navegador Chrome. Em novembro de 2025, o Google concordou em fazer um acordo.Alterações no Android e em sua própria loja de aplicativos para resolver um processo judicial de cinco anos com a Epic Games.

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