O Irã ameaçou interromper a operação de cabos submarinos no Estreito de Ormuz. Uma conta de mídia social associada ao comando militar iraniano publicou recentemente a mensagem: “Vamos cobrar taxas dos cabos de internet”, segundo o The Register. Essa ameaça provavelmente visa forçar as operadoras de cabos a pagar para mantê-los operacionais.

Normalmente, esses cabos são instalados em profundidades maiores para dificultar o acesso, mas o estreito é raso e o Irã tem os meios para danificá-los facilmente. O Irã poderia usar os cabos submarinos de internet como mais uma carta na manga para fortalecer sua posição política, além de bloquear o Estreito de Ormuz. Vale ressaltar que qualquer dano aos cabos afetará redes bancárias, comunicações militares, sistemas de inteligência artificial em nuvem, serviços online e o comércio. Isso preocupa principalmente os países do Oriente Médio.

Muitos cabos que fornecem comunicação entre os países do Golfo Pérsico passam pelo Estreito de Ormuz. Alguns possuem rotas duplicadas, além de estações de ancoragem em Omã, a leste do estreito. Além disso, muitos países da região possuem linhas de fibra óptica terrestres, algumas das quais também se conectam a estações de ancoragem em Omã. Como relata o The Register, se o Irã optar por destruir os cabos no estreito, os países vizinhos não ficarão totalmente sem comunicação, mas a conectividade e a largura de banda serão significativamente reduzidas.

Fonte da imagem: TeleGeography

Seria tentador para muitos descartar essas breves declarações nas redes sociais como ameaças vazias, não fosse pelos ataques anteriores do Irã a data centers da AWS nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein, com comentários sugerindo que sua capacidade estava sendo usada para fins militares. Posteriormente, o Irã ameaçou causar danos irreparáveis ​​ao campus da OpenAI em construção nos Emirados Árabes Unidos. O Irã claramente entende que ataques à sua infraestrutura de informação podem auxiliar seus esforços militares, e bloquear o Estreito de Ormuz significa controlar não apenas o transporte marítimo, mas também o fluxo de dados na região.

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