Já nesta quinta-feira, a Samsung Electronics poderá enfrentar o maior protesto de funcionários de sua história, envolvendo até 50 mil trabalhadores que exigem salários e bônus mais altos. Um tribunal sul-coreano proibiu o sindicato de tomar medidas que possam causar danos significativos à empresa ou ao meio ambiente.

Fonte da imagem: Samsung Electronics

A greve em si não é proibida, mas os participantes devem respeitar limites razoáveis ​​durante o período paralisado. De acordo com a decisão judicial, as ações dos grevistas não devem representar uma ameaça aos funcionários da Samsung nem causar danos a equipamentos ou produtos. Para tanto, os volumes de produção devem ser mantidos em um nível específico para evitar o descarte de wafers de silício em produção. O sindicato também está proibido de causar falhas em equipamentos ou gerar resíduos excessivos, impedir o acesso dos funcionários aos seus locais de trabalho ou deixar equipamentos em funcionamento sem supervisão, inclusive em fins de semana e feriados. Funcionários-chave da Samsung devem permanecer em seus postos e trabalhar mesmo durante a greve, determinou o tribunal.

As negociações entre o sindicato e a administração da Samsung Electronics não apresentaram sinais de progresso. A empresa está disposta a fazer um grande pagamento único de bônus a funcionários selecionados, mas não pretende aumentar o teto dos bônus anuais regulares, atualmente fixado em 50% do salário anual do funcionário. Além disso, o sindicato insiste que até 15% do lucro operacional anual seja destinado a bônus para os funcionários. As autoridades do país estão preparadas para recorrer à arbitragem de emergência e intervir na gestão da empresa caso a administração da Samsung Electronics e o sindicato não cheguem a um acordo sobre termos que mantenham os volumes de produção nos níveis exigidos.

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