Uma pequena empresa chamada Lepton Computing entrou com um processo contra a Samsung nos EUA, alegando que quase toda a linha Galaxy Z Fold e Flip utiliza sua tecnologia de dobragem patenteada. A Lepton busca uma liminar e indenização por danos, mas a falta de um produto funcional dificulta a compreensão dos méritos do caso. A patente mais antiga da Lepton data de 2021, enquanto o primeiro Fold da Samsung foi lançado em 2019.

Em um tribunal federal do Texas, a Lepton Computing, uma empresa relativamente pequena, entrou com um processo por violação de patente contra a Samsung, que atinge o cerne de seus dispositivos dobráveis. De acordo com a queixa, praticamente toda a linha Samsung Galaxy Z Fold e Flip, bem como o TriFold, infringem nove patentes da Lepton relacionadas à tecnologia essencial de smartphones dobráveis.

As patentes descrevem elementos-chave — a dobradiça, os sensores, os aplicativos que alternam entre as telas interna e externa e até mesmo como tudo, desde câmeras e ímãs até alto-falantes, é acomodado dentro desse corpo dobrável compacto. Assim, a Lepton afirma, na prática, que as bases dos dispositivos dobráveis ​​foram lançadas pela própria empresa.

A Lepton Computing se posiciona no LinkedIn como uma “líder inovadora” em telas dobráveis ​​e flexíveis, mas os dados disponíveis sugerem uma história mais discreta. Seu site oferece pouquíssimos detalhes e não há demonstrações dos produtos em funcionamento, apesar de o fundador da empresa, Stephen Delaporte, ter prometido uma em 2021.

A cronologia dos eventos também levanta sérias questões.A mais antiga das nove patentes em questão foi registrada apenas em junho de 2021, quase dois anos depois do lançamento do primeiro Galaxy Z Fold pela Samsung, em setembro de 2019. O autor da ação parece estar ciente disso.Existe uma lacuna, portanto, o Fold original e os dois primeiros modelos Flip estão excluídos das reivindicações.

A Lepton busca uma liminar permanente contra os telefones dobráveis ​​da Samsung nos EUA, bem como indenização por danos, royalties e indenização triplicada (uma penalidade legal que exige que o réu pague três vezes o valor dos danos reais) sob a alegação de violação dolosa de patente.

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